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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

" O NATAL NA IRLANDA É CHEIO DE MAGIA!" Por Julia Viana


 " O NATAL NA IRLANDA É CHEIO DE MAGIA!"


FELIZ NATAL QUERIDOS AMIGOS E AMIGAS!

Pela primeira vez passarei o Natal fora do Brasil,mas em boa companhia dos meus filhos, noras, netos e amigos! O clima natalino já está contagiando aqui em Dublin, as casas já estão decoradas, e aquele friozinho está anunciando o inverno, mas a neve ainda não deu o ar da graça. Para os irlandeses, o Natal é a data mais importante e animada do ano. Diversos ditados enriquecem as lendas e as tradições entre as famílias! Dizem que Natal sem neve é um mau sinal, a ausência do frio e dos flocos brancos sobre as casas e carros pode prever, um ano cheio de dificuldades para os irlandeses, de acordo com os contos antigos. Mas na maioria das vezes, o Natal é comemorado sem neve,como disse alguns amigos Irlandeses[risos]


Quem nunca sonhou em passar o Natal num país com neve e algumas tradições diferentes??? Eu sonhei...[risos] Bom, a neve na Irlanda não é garantida esse ano, mas as tradições, essas sim são um evento a parte. Como ainda não passei pelo dia 25; Natal fica um pouco difícil comentar sobre como ele é na Irlanda, mais precisamente em Dublin! Dizem que outro costume é a narração de histórias na noite de 24 de dezembro. Geralmente, o homem mais velho da família reúne as crianças e os jovens em volta da mesa para contar a vida de Maria e José até a chegada a Belém e nascimento do Menino Jesus. E para completar o clima de Natal, as famílias colocam velas acesas nas janelas de suas casas, sinalizando boas vindas ao casal, iluminando o caminho do Menino Jesus.

A grande maioria dos irlandeses é católicos, por isso as tradições natalinas do país estão profundamente associadas ao catolicismo. A ceia é comemorada na noite do dia 25 de dezembro, diferente de nós brasileiros que costumamos comemorar o nascimento de Jesus no dia 24. Uma das curiosidades mais graciosas da tradição natalina daqui, é que depois da ceia, os irlandeses costumam deixar um copo de leite e um pedaço de pão próximos à porta, como símbolo de hospitalidade. Dia 24 de dezembro é o momento de dar os últimos toques nos itens da ceia e correr atrás dos presentes que faltam...não deixam de dar presentes para ninguém!

Eles tem tantas tradições, que estou pesquisando o que escrever para contar para vocês, que acompanham meus relatos! O Papai Noel deixa os presentes durante a madrugada e logo cedo as crianças já estão acordando para abri-los. Outro hábito irlandês é ir à Midnight Mass (Missa da meia-noite) uma das mais frequentadas de toda a Irlanda. É um momento espiritual importante que reúne famílias e comunidades, reforçando ainda mais o espírito de compaixão e proximidade! Muitas coisas são iguais ao Brasil! E com certeza vou adorar passar o natal aqui nesse país de pessoas tão acolhedoras!

BY:JULIA VIANA.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

AINDA ESTOU AQUI EM DUBLIN-IRLANDA



AINDA ESTOU AQUI EM DUBLIN-IRLANDA, na casa do meu filho e minha nora, e esta semana fomos fazer um tour de ''Dublin Bus''; um ônibus que nos leva para os principais pontos da cidade e nós temos a opção de descer ou não! Custa 15 euros, e alguns amigos também nos acompanharam.... Nossa primeira parada foi no St. Stephen’s Green o principal parque da cidade. Um quadradão florido com direito a lago e muitos bancos confortáveis. Vale a pena passar por aqui....Depois fomos para a Catedral de Saint Patrick,ela foi construída em 1191 é a maior catedral da Irlanda. Saint Patrick é o padroeiro da Irlanda e o nome ficou famoso por causa das festas de St Patrick’s Day, evento importante que todo mundo se veste de verde e comemora com muitas festas!


Uma das primeiras coisas a chamar minha atenção foi o contraste entre
a arquitetura gótica presente em igrejas e antigas construções com a
delicadeza das flores estendidas em postes de luz, além, é claro, dos
inúmeros jardins espalhados pela cidade. É de encher os olhos!
A Irlanda é um país lindo, cheio de histórias e tradições que nos conquista
no momento em que pisamos no país!

As crianças aqui são educadas para serem muito independentes desde cedo, e não é difícil ver uma criança de 6 anos sozinha andando ou pedalando indo para a escola. Já vi várias crianças sozinhas na rua! Se fosse no Brasil, com certeza que elas já tinham sido sequestradas!

Quem vem a Dublin e não tomar Cervejas Guinness, não veio à Irlanda! A cidade respira a bebida e uma das atrações mais legais é visitar a fábrica da Guiness, que é unanimidade por aqui...Há um tour com degustação no final e, se você der sorte, pode até ser convidado a tirar uma pint (nome dos copos gigantes que eles usam) da choppeira (não se preocupe, eles nunca vão dizer que está perfeita, mas é divertido!

Dublin é uma cidade moderna, cosmopolita, para onde milhares de pessoas de todo o mundo se dirigem, entre outras coisas, para aprender inglês e conseguir emprego. É o caso de muitos brasileiros, muitos mesmo...Todos os dias, várias vezes, seja caminhando nas ruas, ou a bordo dos ônibus locais, escutei vários diálogos em português. Estou adorando passear por aqui, e não sei quando voltarei para o Brasil,meu filho mudou a data,quer que eu fique mais tempo...o que eu posso fazer??? Então vou aproveitar...rsrs

Nesse tempo que vou permanecer aqui, pretendo aproveitar para viajar para outros países...É bem fácil viajar aqui, pois os preços das passagens sempre há boas promoções...O que gosto mais aqui é a qualidade de vida, pois com muito pouco se consegue viver bem...Minha próxima viagem vai ser em Edimburgo-Escócia, daqui mando um grande abraço de carinho para todos você!

BY:JULIA VIANA













''Dublin Bus'', um ônibus que nos leva para os
principais pontos da cidade e nós temos a opção
de descer ou não! Custa 15 euros, ele nos leva
para os principais pontos da cidade....










Eu, minha nora e meu filho no ''Dublin Bus'', e alguns amigos lá atrás....Depois de pouco mais de uma semana cá estou eu de volta....Ao parar para pensar o que escreveria, me dei conta de como o tempo aqui é louco. Não dá para comparar com o Brasil ou qualquer outra coisa que já vivi...é um turbilhão de acontecimentos e emoções a todo momento...para se ter uma ideia, em dez dias aconteceram tantas coisas...tudo maravilhoso!!!.





Eu na Guinness Storehouse, é o "museu" da cerveja mais famosa da Irlanda, fica no local onde foi construída a primeira fábrica da bebida há 250 anos atrás, e é uma atração imperdível.Meu filho,minha nora e alguns amigos! Até pra quem acha que sabe tirar qualquer cerveja, a experiência é um aprendizado, já que o simples fato de servir um copo de Guinness tem as suas etapas obrigatórias. Quem conseguir servir direitinho, ganha um certificado de que aprendeu a servir a Guinness perfeita. Não serve pra nada, mas é uma lembrança legal que já está incluída no preço. Ah, e você pode beber a sua Guinness perfeita depois disso...









Nossa primeira parada foi no St. Stephen’s Green o principal parque da cidade. Um quadradão florido com direito a lago e muitos bancos confortáveis. Vale a pena passar por aqui...









Nossa primeira parada foi no St. Stephen’s Green o principal parque da cidade. Um quadradão florido com direito a lago e muitos bancos confortáveis. Vale a pena passar por aqui...

















Em Saint Patrick's Cathedral, Dublin.
Foi construída em 1191 é a maior catedral da Irlanda. Saint Patrick é o padroeiro da Irlanda e o nome ficou famoso por causa das festas de St Patrick’s Day, evento importante que todo mundo se veste de verde e comemora com muitas festas! — em Saint Patrick's Cathedral, Dublin.











O verde da Irlanda é simplesmente um espetáculo. Suas paisagens revelam uma atmosfera bucólica, romântica, cheia de mistérios e de histórias milenares. A cada fronteira com o oceano, essa beleza transforma-se em despenhadeiros incríveis, com lindas ondas batendo nas pedras. Não é à toa que a Irlanda tem sido escolhida como cenário para diversos filmes e seriados que se tornaram clássicos, como Coração Valente, O Resgate do Soldado Ryan, Em Nome do Pai, Meu Pé Esquerdo, P.S. Eu Te Amo e Guerra dos Tronos, só para citar alguns.















O verde da Irlanda é simplesmente um espetáculo. Suas paisagens revelam uma atmosfera bucólica, romântica, cheia de mistérios e de histórias milenares. A cada fronteira com o oceano, essa beleza transforma-se em despenhadeiros incríveis, com lindas ondas batendo nas pedras. Não é à toa que a Irlanda tem sido escolhida como cenário para diversos filmes e seriados que se tornaram clássicos, como Coração Valente, O Resgate do Soldado Ryan, Em Nome do Pai, Meu Pé Esquerdo, P.S. Eu Te Amo e Guerra dos Tronos, só para citar alguns.







Mesmo que você não seja adepto das bebidas alcóolicas, vai tirar o chapéu para a variedade de bebidas diferenciadas e de qualidade que os irlandeses têm trazido às mesas de bar. Basta começar citando a Guinness, conhecida como uma das melhores cervejas pretas do mundo.
E aí, deu vontade de mudar-se para a Irlanda???








Aqui é a Loja para se adquirir qualquer lembrancinhas!A Fábrica da Guinness é dividida em 5 andares. O primeiro andar é onde está a mega loja de souvenirs da marca dos tradicionais copos de pint até roupas íntimas, tem de tudo na loja....












AQUI VOCÊ PODE TOMAR CERVEJA A VONTADE,E AINDA OLHANDO PARA UMA BELA E MARAVILHOSA PAISAGEM....É SÓ APROVEITAR....E TOMAR TODAS...rsrs...A cerveja Guinness é considerada um grande símbolo pelos irlandeses não só por ser uma cerveja bem “pesada” (os irlandeses bebem muito e todas as cervejas são bem mais fortes que as do Brasil), mas também por seu criador, Arthur Guinness ter sido um grande benfeitor de Dublin e da Irlanda em geral!












Guinness Storehouse e é um museu super moderno que presta homenagem à cerveja que, mundialmente é muito mais que uma simples bebida. Pode-se considerar que a Guinness é o sangue da Irlanda e mesmo que muitos irlandeses não gostem do sabor dela (que aparentemente é único e muda de bar para bar), a opinião é unânime: A Guinness representa o país.









Guinness Storehouse,Localizada no Distrito Dublin 8, próximo ao centro da capital irlandesa, a Guinness Storehouse faz parte do complexo Saint James’s Gate Brewery, onde a cerveja é produzida. O prédio já existe desde 1902, mas em 1997 foi reformado para receber melhor o público a partir do ano 2000. Um dos meus aspectos preferidos é o prédio em si. O átrio, que é a primeira impressão que você vai ter da visita, foi projetado no formato de uma pint de Guinness e o espaço dedicado aos elementos da cerveja é, no mínimo, lindo.









NATIONAL MUSEUM DE DUBLIN















Dublin Castle
Pelo nome você pode imaginar uma construção medieval gigante, mas é um castelo bem discreto e urbano, escondidinho no meio da cidade. Sendo grande para os lados e pequeno na altura, foi inaugurado em 1204 e se tornou um complexo de repartições públicas, mas até os anos 1920 era onde o governo britânico se reunia. Todo os espaços a céu aberto são livres para visitação, inclusive a capela real, os museus e a próxima atração da nossa lista, mas para visitar os cômodos internos é preciso contratar o tour.







Dublin é uma cidade moderna, cosmopolita, para onde milhares de pessoas de todo o mundo se dirigem, entre outras coisas, para aprender inglês e conseguir emprego. É o caso de muitos brasileiros, muitos mesmo...Todos os dias, várias vezes, seja caminhando nas ruas, ou a bordo dos ônibus locais, escutei vários diálogos em português. Estou adorando passear por aqui, e não sei quando voltarei para o Brasil








A Irlanda é um país lindo, cheio de histórias e tradições que nos conquista no momento em que pisamos no país!












FAMOSA PONTE construída sobre o Rio Liffey datada de 1816. Foi a primeira ponte para pedestres e como o nome sugere, era cobrado um penny para cada pessoa cruzá-la. Hoje, cerca de 30 mil pessoas cruzam a ponte todos os dias e não precisam pagar!





domingo, 20 de dezembro de 2015

O Que è Viver Bem *** Por Julia Viana




"O QUE É VIVER BEM?"
"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo para você, não pense....Nunca diga estou envelhecendo,
estou ficando velha.... Eu não digo....Procuro sempre ler e estar
atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades
da vida....O melhor roteiro é ler e praticar o que lê....
Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque
assim você fica mais....Nunca digo que estou doente, digo sempre:
estou ótima....
Eu não digo nunca que estou cansada....Nada de palavra negativa!
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais
esquecida fica... Você vai se convencendo daquilo e convence os
outros....Então silêncio!
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os
dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim
tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta
os fracos e determina os fortes....
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de
solidariedade e amizade....
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça...
Digo o que penso, com esperança....Penso no que faço, com fé....
Faço o que devo fazer, com amor....
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também
se aprende....Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim
decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque
descobri no caminho incerto da vida, que o mais importante é
o decidir..."
[CORA CORALINA]

PASSEANDO EM AMSTERDAM "A CIDADE DE TODAS AS LIBERDADES".Por Julia Viana

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Boa Noite Papai Noel ** Por Maria Ivoneide J de Melo




Boa noite, Papai Noel !

Faço votos que o encontre na mais absoluta paz esperando a meia noite de 24 de dezembro quando finalmente a tão esperada hora de nos presentear, sim, é estranho, Jesus, o aniversariante e quem fica na expectativa de receber os presente somos nós, por que será ? aproveito esta rica oportunidade para que, ao ler esta carta tire dúvidas que ao longo da minha existência ninguém soube responder-me..

Não tenho pressa haja visto que, podes deixar para sanar minhas dúvidas no dezembro do ano vindouro por que é que somente nesta data( falo mês de dezembro) natalina que vens bater à minha porta será que é o décimo terceiro salário ? Por que as pessoas se transformam ao inundar a alma de festa e levam alimentos aos pobres e presentes às crianças.? As crianças desamparadas só são enxergadas para, no fim de ano aplainar seus remorsos do ano inteiro que sem misericórdia e sem Deus passam ao longe das mesmas? É Justo isso ?

E ... dos hospitais públicos, dos asilos , dos orfanatos , elas não se preocupam de levar carinho e seu tempo ? Por que as pessoas se revestem de uma benevolência ( ao meu ver hipócrita, desculpa-me se o ofendo, pois o senhor só aparece neste período são 11 meses alheio a todo tipo de miséria ) Por que somente neste mês especificamente? não entendo, espero não magoá-lo se caso essas dúvidas o abate, o comércio , a indústria (deve lhe bancar o ócio) deve lhe pagar bônus pois os ônus é para quem se sobrecarrega com as despesas de final de ano;

Para o senhor não aparecer nas janelas das casas dos operários , recebe alto preço , espero que tenha valido a pena aos longos destes tempos da Era Cristã , não esqueça que vivemos a Era dum futuro incerto ...das crianças que passam todo o ano descalças e com fome ... das classes trabalhadoras que é a base desta sociedade falsa e opressora; elas limpam seus lixos , seus prédios, seus haras, capinam suas fazendas de gado leiteiro, da sociedade consumista e atroz ; gostaria que desse-me uma resposta convincente , por que não os visitam durante todo o ano ?... Por que será que as ruas recebem iluminação incandescente , árvores enormes são brilhantes nas praças , a cidade se ilumina, ...música natalina no ar... na televisão ... e o futuro da próxima geração sem rios para os peixe, o mar inundado de metais pesados ... o céu cheio de nuvem pretas ( poluição , sem falar da visual , auditiva e respiratória ) o senhor sabe que estão acabando com o planeta ? as megalópoles ...são de pedras de corações endurecido pelo dinheiro...

Final de Ano. Fala-se de novos tempos e de “sonhos que serão verdade”. Em todas as línguas, as mensagens vão e vêm lembrando a magna festa, é estranho ... contudo, te escrevo para poderes resolver estas questões, que vem martelando meu coração ... inclusive vivo nesta sociedade perversa e consumista que vale quem tem e não quem é ...sinto profundamente fazer parte disso !

Num mundo tão competitivo, consumista e materializado, alguém há de se manter incólume (poderia ser o senhor) Papai Noel, poderias ser livre das influências egoístas e interesseiras para lembrar-nos de que é Natal ,trazer o verdadeiro sentido da festa de aniversário desculpa-me se tenho tantas perguntas... é de suma importância, é aniversário de quem veio ao mundo pregar a paz e a solidariedade .

Sem mais para o momento, minto ... tenho muito que saber ...aguardo ansiosamente sua carta resposta , o senhor irá fazer-me o favor de desanuviar tantas dúvidas, espero !
sem mais para o presente,
Registro meu apreço e consideração !

Maria Ivoneide Juvino de Melo.

CONSULTA DE UM CÉREBRO GULOSOPor Joana d'Arc Neves de paula



CONSULTA DE UM CÉREBRO GULOSO

*COMPULSÃO =TENDÊNCIA À REPETIÇÃO.
Novo Dicionário Aurélio.

PENSANDO ALTO:
A Gula nos impele quando algo grandioso age dentro de nós sem notarmos que estamos em estado de desnutrição afetiva!! E a grande orientação vem por meio de atitudes que nos confia a nossa mente... Moradora dentro do Cérebro único e pessoal residente num perfil de inquilino ativo sobre toda a nossa história de vida...
Que se perpetua de forma latente e explode com estalos que nos indicam o quê pleiteamos diante da sociedade como um todo.
BUSQUEI MAIS ORIENTAÇÃO SOBRE ESTES “COM” E ESTES “SEM”... PARA SITUAR O DESEJO DE MAIS E MAIS E MAIS SEM TEMER A PROPORÇÃO DO ATO DE ENGORDA...
COMO SE ESTIVÉSSEMOS NO CABRESTO
VISUALIZANDO A GULA SEM RENDIÇÃO COMO O MAIOR PECADO!!

*COMPUNÇÃO = Pesar de haver cometido pecado ou ação má. Pesar profundo: “A sua ansiedade como que borbota, espalha-se nos gestos, na profunda compunção do semblante, nos suspiros, na palidez cadavérica” (Rocha Pombo, no HOSPÍCIO p. 307) Novo Dicionário Aurélio.

COM...PULS...(Ã)...O.. O forte é que devemos nos orientar sobre a realística e perseverante quebra de valores...
Que acontece quando nos deixamos bailar dentro de um barco praticamente furado. Quando a água vai subindo diante da maré repleta de algas nada alcalinas, mas sim... frenéticas que nos mergulham para nadar e nos sentirmos em berço esplêndido. Só que este berço somos nós atuando “fora da casinha” (expressão), ou seja... dançamos aquém de nossos valores alem de toda sonoplastia.
COMPULSÃO é a forma atrevida de soma satisfatória para um Cérebro Pesado... Oprimido... Reprimido... Esquecido... e até mesmo banido ao esquecimento de qualquer processo afetivo que o energize e o organize como parte de uma mente totalmente elétrica e descendente de elos magnetizados... Sempre prontos para um fio se agarrar ao outro e fenecerem colados e regalados pelo abraço.
Age-se na COMPULSÃO muito mais motivado pela (o)... pressão do organismo elétrico mal tratado e exposto sem visão e com precária energia... para sentir a exaustão do ritmo da grandiosa máquina corporal que se distancia do calibre que tem durante a gula compulsiva uma rota de coordenação traslada... entre a face e a “roleta russa” (expressão) que forra esta transa em estado de ínfima agressão e perfeita obseção pela mórbida obesidade!!
Para mim aqui é o ponto a quem denomino GULA!!
Para nosso interior festivo sobre as Liturgias (in)... sanas Religiosas... significa PECADO um dos Sete Capitais!!!
NÃO SEI SE RIO E OU CHORO COMPULSIVA... MENTE!!
Este Pecado é o mais substancioso e pesado: leme/remo/timão/volante que leva ao Compulsivo o extrato de seus débitos e créditos sem anestesia... na euforia de uma besta humana (expressão) ilógica e temente aos seus delírios demais e mais que o faz sacanear os códigos de ética vigente... se é que caibam dentro de seu Cérebro torturado pelos fios carentes num cantinho espumando uma energia repelente.
Essa FUGA neste banho de ilusão alem de mecânica
e engenhosa é subnutrida e tem arrogantes efeitos colaterais como: A Covardia em se processar dependente desta UTOPIA deste compulsivo abusar dos ganhos e das perdas somatizados em estado de galhardia exterior e penúria interior.
Quando o ato da COMPULSÃO se defende é o momento em que a própria credibilidade se ausenta e se faz demoníaca dentro da mente. E esta se regala em torno da posição em que o Cérebro capitaliza como sentimento de GULA e não como sensação EGO... ÍSTICA. O Cérebro é analítico, no entanto quando o Compulsivo estabelece as suas prioridades que o acercam em desejos nada simulados e intensos de suas vivências... ele se permite gerar atritos ente a ação e o uso da pressão interna, o faz causar e silenciar o abuso de seu próprio grito de carência. E esperar que ele aja com parcimônia não é o que podemos esperar deste compromisso. Isto não é um jogo e muito menos uma teoria banal... O CRÉDITO da GULA e o DÉBITO da OBESIDADE... E a operação Cerebral inexiste, pois ela é praticamente fora do limite pessoal. É um estufar da erupção da demência e o Compulsivo atua conforme sua análise sobre o seu EU se tornando seu próprio Agiota presente e seu EU Empreendedor totalmente carente.
O Afetivo nunca se submete... Fica um vazio entre os fios que se movem com emoção num cantinho do nosso Cérebro... Onde mora esse fio que na COMPULSÃO age dentro da COMPUNÇÃO?? E nos causa uma tempestade em lavas quentes e permissivas que nos compele descidas e subidas dentro de nossa máquina corporal... quando a mente se enlameia do débito da carência animal??
O CÉREBRO E A COMPULSÃO
Pensando alto:
O CÉREBRO evolui, mas tambem polui as nossas triagens mentais que se riscam antes mesmo de arriscar nos conflitos... entre o ter mais para o nada ganhar.
E para acontecer à restauração deste conluio devasso e privilegiado somos na teoria a busca da pressão mental
ajustado à companhia da pressão intencional... que ocasionam os mais fortes edemas e gânglios internos que nos submetem aos choques externos e fazem
do ato da COMPULSÃO um enorme desacato para
a realidade nesta extrapolada dimensão.
Este movimento é provocado pela atração do estar covarde e pela dor da carência em estado de mutilação exonerada e sem muita explicação na Literatura Sensorial onde acredito ser e estar o caminho diferencial. NÃO ESTOU JULGANDO O USO DE BARBITÚRICOS!!
Para mim o TOQUE é perceptivo por meio do olhar observador diante deste real e verdadeiro conflito existencial. HÁ COMPULSÃO E ELA EXISTE EM TODOS NÓS... Mas se parece mais como uma reação/atitude da causa e efeito que se regozija na face estatelada do TOQUE e que vão gotejando a elétrica onda tsunami em toda caixa de força... que vai acontecer dentro do CÉREBRO e que nada organiza diante do ato nada simbólico... o de ATUAR FORA DA CASINHA... Uma expressão sem limites para a COMPULSIVIDADE.
A esfera sem diâmetro da mente que restaura a cortina presente em voal e seda pura fazendo badalar o sino à exaustão... Conspira e forja a simetria que paira entre o EU SOU e o SER EU... durante a misteriosa magia se permitindo uma intensa regalia de desejo de alcançar a UTOPIA de estar mais obeso a cada espaço sem a capciosa AUTONOMIA!!
Amigos leitores:
Fundamentei-me em estudos claros e transparentes
durante a vivência entre a minha COMPULSÃO de engolir as disparidades existentes... entre uma Literatura e outra teórica e a sensibilidade de estar sendo provocadora de estímulos por meio da grafitagem em arabescos com muito sentido sobre a prática focada nas SENSAÇÕES... que são o ELO nesta corrente de surrealistas ilusões dentro e fora desta DIMENSÃO num Século que veio e foi por alguma notória razão... PECADO da GULA...
Haja operações e barbitúricos... metafor (e)... mmm
por favor... OS PECADOS NÃO SÃO SOMENTE ABAIXO DA LINHA DO (E)... (QU)... (CO)... ADOR!!!
(expressão musical...)
PS: Atenção ao TECIDO DE FABRICAÇÃO DE SEU COADOR... rsrsrsrsrsrs
Amor Sempre Aqui
03/12/2015
Joana d’Arc Neves de PaulaMostrar menos

BOA LEITURA AMIGOS TODOS GOOGLE+!!! CRÔNICA Por Joana d'Arc







BOA LEITURA AMIGOS TODOS GOOGLE+!!!
CRÔNICA

MEDUSA... ME...(D)...USA... ME... (IN)...DUZA

O LAMBUZAR DOS FIOS
A árvore se faz ardente e transfere para si os fios clementes... E o espocar de suas luzes veneram sem atribuições os vaga lumes de origem.
Assim me deixo iludir e faço do equilíbrio da força desse porvir e me retrato com a cabeleira de MEDUSA... que sem graça e sem temporalidade usa as cobras que são cobaias em escarlate.
Num safado grito de excitação ou de tensão... eu volto aos arabescos marcados como livres tatuagens entre a minha solidão e a devastação do temp(l)... o em que marchava avançando a minha severa comunhão.
E assim me deixava gravar com entonação a voz de dentro de meu masoquista respirar... gritava ME... (D)...USA e lá você caminhava em busca de meu centrar e em riscos de abreviar a indução que me dava a risca a informação de que Medusa não se passava de uma lenda acariciada pelo tornado e nada danificado...
Mas sim sempre pronta para aclamar o ME... (IN)... DUZA que dentro de nosso tempero de amar a sedução se ilustra até hoje... numa banca de pentes afiados para pentear as tranças em cipós (a)... largados diante de refestelados pomares que fazem a vida melhorar.
E entre esse (e essa)... PERS. (pectiva)... (de)... EU posso confiar as cobras que matam à revelia os dados que nos comprometem e nos bancam em sintonia com as aberrações impostas pela natureza mitológica decorrente de elos que se safam do infinito que PERS...(ce)...b... (EU)... a tocou se preocupando com as ideologias em ataques e rompeu a barreira do voo em bolsa de couro para que se terminassem os coronéis combates!!
E EU COMECEI A DEFINIR
EM MINHA BOCA O INFESTO GOSTO E A SELVA DESSE ENCOSTO...
Que de alguma forma desinfeta os jardins em que as árvores se manifestam e crescem deixando a ilusão de que os cipós somente o são... quando os TARZANS migram sem dar satisfação!!
Ou ainda quando DALILA se faz presente e estabelece que o seu SANSÃO não se comprometa diante da tesoura e dos cabelos que lhe envaidecem com a força determinada pela lenda... que de alguma forma não eram fios (de) cobra...(dos)
ali nada claro se justifica diante de minha locução entre os anais dessas aventuras e o cipó enraizado em minha solidão!!
MITOS GREGOS???
MEDUSAS EM PLACENTAS NOS JARDINS ENCANTADOS!!
BOA LEITURA...
QUAL O TOM DE SEU CABELO???
(A)...COBR(E)...A...DO???
HUMMMMMMM
MEDUSA... ME(D)...USA... ME (IN)...DUZA... ME LAMBUZA!!!
E FAZ-ME SENTIR E PERCEBER O PERSEU DA LENDA MITOLÓGICA GREGA!!
Joana d'Arc Neves de Paula

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

TABERNÁCULO DE BATATAS E BANANAS - Manoel Ferreira




Se é que se pode acreditar as únicas batatas verdadeiras são as oferecidas e enviadas aos vencedores, como o disse o imortal escritor Machado de Assis, em sua frase mais que famosa, “Aos vencedores, as batatas”, não sabendo se eles recebem, se recebem com alegria e satisfação, pois que se lhes pode afigurar ser um cinismo e ironia sem fronteiras, uma agressividade sem tamanho, enfim entregaram suas vidas inteiras aos seus desejos de realização, conseguindo serem vencedores, merecendo por isto louvores e glórias, sei como hei-de de chamar a esta pequena manifestação de sarcasmo.


Penso em mim próprio recebendo uma sacolinha de batatas, as mais frescas, as mais apetitosas, com o seguinte cartão, contendo uma letra muitíssima delineada e inteligível, causando-me inveja e ciúme, desejando até imita-la, o que é sim de todo impossível, com o seguinte escrito: “Aos vencedores, as batatas”; e sendo você um dos vencedores, tenho a liberdade de enviar as mais frescas, colhidas ainda ontem pela tarde”. Creio que iria receber tal presente com um belo sorriso no rosto, saindo a chamar por minha esposa, em voz alta, alegre e saltitante, dizendo que recebi batatas como presente, como reconhecimento de minhas lutas árduas por ser reconhecido em meu trabalho. A meio caminho, antes de encontrar com a esposa, viria um sentimento perqüiridor: “Será mesmo que sou um vencedor?”. Acabo de iniciar-me na carreira, ainda lutando com ardência para receber os primevos raios solares na mente e na alma, e já recebo batatas como presente de reconhecimento. Ninguém é vencedor de início, e sendo assim reconhecido, só pode haver alguma revelação escusa, um cinismo, uma ironia sobremodo envelada, um sarcasmo ferino. Acreditaria sim que o remetente da lembrancinha só poderia estar desejando tirar sarro da minha cara, e com uma frase assim tão de efeito, claro, retirada de Machado de Assis; mesmo assim, tem lá os seus valores, suas intenções, sentido um pouco diferente do que o autor quis registrar, que, aliás, deu origem a inúmeros ensaios, pesquisas, investigações.


Antes de anunciar e mostrar à esposa a sacolinha de batatas, com o cartão, já teria perdido toda a euforia e exultação, estaria que a dádiva era algo bem humilhante e ofensivo, e por momentos senti-me o mais recompensado dos homens. O responsável pela entrega fora embora. Impossível entregar de volta a ele, com um bilhetinho bem apimentado, agradecendo o presente, não podendo aceitar por não ser um vencedor ainda, muito embora não pudesse dizer com categoria ser um vencido. Fora recebido o mimo, embora a sentir-me envergonhado com a manifestação de alegria e júbilo.


Encontrando-me com a esposa na cozinha a preparar o almoço, diria simplesmente que recebera uma lembrancinha, batatas frescas, de um admirador, com um cartão bem irônico: “Aos vencedores, as batatas”. Teríamos batata frita para o almoço. Não posso negar em hipótese alguma que aprecio sobremodo batata frita, desde que não seja com catchup. Colocando as batatas sobre a mesa, sentando-me, tomando a térmica de café, um gole antes do velho cigarrinho, ficaria pensando em uma possibilidade de entendimento da mensagem: enfim, se há a batata das pernas, há também batata dos antebraços. Em verdade, o remetente após colocar as batatas na sacolinha, fez o gesto de segurar a batata do antebraço direito, levantando o braço, como fazem algumas pessoas iradas com alguém. Mandam-lhe uma boa batata. Só haveria uma diferença: neste caso, segura-se com a esquerda o meio do antebraço, fechando a mão. São detalhes. O remetente mandou-me uma boa batata. Em não o conhecendo, como fora tão agressivo comigo? O que fizera eu para o irritar tanto? Talvez tenha eu agredido alguém de suas relações, e não o saiba. Não o sei. O que me vem à mente de imediato, retirando as especulações inúteis, é que o amigo remetente seja alguém que está lutando com afinco e sofrimentos para conseguir o seu lugar ao sol, e nada está recebendo em troca, em recompensa, em reconhecimento, seja um vencido. Há vencidos e vencedores. Impossível um meio termo. Reconhecendo-me vencedor, reconhecia-se vencido, e sendo eu a legar-lhe esta consciência. A sua irritação comigo é que no início de minha carreira já esteja recebendo alguns reconhecimentos.


Bem, são imaginações de um espírito fértil. Em verdade, não recebi de ninguém batatas de presente, com um cartão com uma frase de efeito do imortal escritor. Contudo, é verdade, e isto aconteceu ontem, receber das mãos de um ouvinte algumas bananas. Tem ele assistido ao meu programa, gostando muito de meus pontos de vista acerca da vida e das situações quotidianas. Recebesse de suas mãos um mimo muito simples, mas dado com muito carinho e afeição, recebesse de suas mãos bananas. Senti-me feliz e alegre. De imediato, lembrei-me da frase do imortal escritor, mas não fiz qualquer comentário, seria uma desfeita sem limite, uma falta de consideração, um desrespeito. Ademais, não tinha ele qualquer intenção de um cinismo, ironia, sarcasmo, e com efeito talvez nem soubesse desta frase sui generis de Machado de Assis. Revelava a sua alegria e contentamento com as minhas crônicas na rádio.


Ao revés de algo assim, comentar sobre a frase do escritor, lembrou-me de logo pela manhã, ao acordar, disse à esposa que estava com desejos de tomar um bom cocktail. Ah, adoro cocktail de frutas. Tomo um vidro inteiro com prazer e alegria. Estava com vontade de um cocktail de banana. Não havia em casa. Havia umas poucas maças, talvez duas ou três, mas que eram suficientes para um cocktail. Não havia qualquer problema, não estaria deixando de realizar o desejo. Também aprecio muito maçãs. Assim aconteceu. A esposa fez o cocktail de maça, uma delícia.


Esqueceram-me por inteiro as bananas.


Fazendo a caminhada rotineira, encontro-me com um ouvinte e, muito gentil e educado, oferece-me bananas de presente. Comentei com ele sobre o desejo de tomar um cocktail de banana, logo que acordei. Tomei de maçãs. Não pensava em hipótese alguma que no mesmo dia iria receber um presente, exatamente as bananas. Alegrou-se o ouvinte com a minha sinceridade.


Despedimo-nos. Não se esqueceu ele de desejar que o cocktail fosse dos mais deliciosos. Com a sacolinha na mão, continuei a caminhada, lembrando-me da frase de Machado de Assis. Durante a caminhada, elaborava o início do artigo a ser escrito e gravado: “Se é que se pode acreditar as únicas bananas verdadeiras são as oferecidas por pessoas simples e ingênuas, os cinismos, sarcasmos, ironias ficam a cargo de quem recebe, e não sabe pensar nas revelações espirituais mais humanas...” Não completei o pensamento, apenas memorizei para, aquando chegasse a casa, escrevesse o artigo.


Passaram por mim algumas crianças pobres com suas pastas escolares, dirigindo-se à escola. Lembrou-me do horário do recreio, horário de um lanche, e muitas vezes nada têm de comer, vendo outros com uma condição melhorzinha comerem, com água na boca. O que fiz então? Isto é real e verdadeiro, e não apenas um estilo. Tirei da sacolinha algumas bananas, oferecendo às crianças, que me agradeceram com alegria e satisfação: “Deus te pague, senhor!...” Respondi-lhes, deixando algumas lágrimas caírem no rosto; “São as primeiras bananas que recebo de presente como escritor. Tenho a alegria de dividi-las com vocês. Também fui menino muito pobre”.


Continuei a caminhada com a sacolinha na mão direita, pensando que jamais poderia imaginar que iria receber como lembrancinha algumas bananas de ouvinte, de leitor. Em verdade, nunca pensei na minha vida que seria possível realizar alguma coisa na carreira. A Literatura é muitas vezes sobremodo elitista. Só para alguns privilegiados. E entre os escritores não há o mínimo respeito e consideração. Se há, é de se desconfiar. Estão tentando se projetar através do reconhecimento do outro. Em presença, fala-se mil maravilhas; por trás, manda as boas bananas ou batatas, dependendo do gosto de cada um.


Lembrava-me ainda de minha infância muito pobre, não tendo o que merendar na escola, vendo os colegas comendo pães com patê, pães com carne. A boca enchia dágua. Isolava-me nalgum canto do Grupo, tomava em mãos algum livro de Machado de Assis, O Alienista, Iaiá Garcia, Helena, os três principais de minha infância. Saboreava a leitura, como as crianças saboreavam o pão com patê, com carne.


Segui o caminho feliz da vida, com um enorme agradecimento no coração. Felizmente, as bananas serviram para me alegrar e, mais importante ainda, proporcionar às crianças pobres um alimento no horário do recreio na Escola.












































DESÍGNIO DE ESPERANÇAS E POESIA - Manoel Ferreira


Se a poesia do espírito deseja a verdade, sonha o ser, isto é o que no mais íntimo tenho esperança de saber, conhecer, sinto necessidade quase voluptuosa de viver, vivenciar, a verdade ser poesia que sensibiliza, ritma os passos pelas veredas do horizonte infinito, musical-iza sentimentos e emoções nos vôos pelo uni-verso em busca do sublime, espírito que ama a beleza e o belo, e à luz de verbos transcendentes tocar a vida com as mãos, fazendo delas em concha espelho por inter-médio de que vislumbro a minha verdadeira imagem, e ela me sorrindo serena e terna re-vela-me o amor que me habita.



Quando o homem procura a verdade, seja ela a poesia do espírito, seja-lhe o ser, nada pode ameaçar o seu desígnio, nada é obstáculo para a sua determinação, nada é empecilho para a sua decisão, apesar de todas as veredas de dores, dificuldades, momentos de dúvida e desconfiança, inseguranças e medos, porque os demônios do destino perdem a força para se posicionar contra, nem as falácias di-versas e ad-versas, oratórias de que são mestres, sábios e doutos, são eficazes para persuadir do contrário, convencer que a verdade não é a essência da vida, nem o ser é o que substancia e fundamenta a vida, nem o amor é o que redime os pecados e culpas, o que salva e a-nuncia a ressurreição, há outras coisas muito mais importantes e essenciais, por exemplo a sobrevivência na cova dos leões, no ninho das cobras, o poder, o bem estar material, o paraíso é o sucesso individual e particular.


Nada mais resta ao homem – diante de minha vaidosa concepção, lisonja de meus conhecimentos adquiridos com dores e sofrimentos, dúvidas e insatisfações, medos e inseguranças, angústias e tristezas, de ser o milagre da criação e do criador, minha sensação nunca se acaba, minha emoção sempre se re-nova, meus sentimentos re-criam-se, in-“ov”-am-se, meu prazer é por todo o sempre. Isso é tudo o que celebro no amor, quem dera pudesse celebrar mais e mais, é o que pude re-colher e a-colher nas experiências de minha vida, é tudo o que preciso saber do amor e da paixão, êxtase e volúpia, gozo e clímax, para dizer aos homens e à toda humanidade ser por lhe sentir profundo e verdadeiro no coração e no espírito que é possível ser vida, ser ek-sistência, ser a morte; para conhecer os homens, com os seus cânticos de sublimidade do segredo e do mistério da criação. Só o amor é imortal, e só o amor imortaliza a verdade – senão fazer dos desejos da verdade, de a verdade ser a poesia do espírito, de o espírito ser a poesia da verdade, ser ela o sonho do ser, uma homérica nação do amor, sem rival, cúmplice ou álibi, bem concebida, amada e criada eroticamente por um perfeito e absoluto amante da chama azul do erotismo, verde do libidinismo, que se eleva para os céus, como a língua do fogo em figura piramidal.


Em nome do êxtase absolvo minha mão direita com que escrevo, com amor, carinho ternura, estas suspensas entrelinhas no abismo, abismo do real, abismo do sonho, abismo do desejo da verdade, da esperança> Preciso dela para adorar meu divino e profano corpo – divino por ser doação de Deus, profano por desde a eternidade toda e absoluta habitar-me o pecado original, escrever poemas e prosas para viver, sentir que estou pedindo, rogando, clamando aos homens dar “uma chance ao amor, à verdade”. O meu pó-ema é o sentido da beleza, a minha prosa é o questionamento do ser, a dúvida da esperança, o ateísmo da fé e a fé do teísmo, apesar de que a Santa Sé é o símbolo da luxúria e da descrença, Assis é a verdade da fé, esperança. E é imortal e profundo, porque suspeita, fica em suspenso, fica em dúvida, quando fala de verdade e amor.


Sou o amor a estremecer a terra, tal um corisco acompanhado com pancadas de chuva, relâmpagos e trovões com vento de ardência do norte e leste.


Quando Isaías diz que só “o amor é detentor do futuro” – sendo palavras da Bíblia, ajoelho-me e rendo graças a Deus e ao Espírito Santo -, que eu intimamente entendo e compreendo como o amor eleva a realidade contingente à felicidade e alegria de amanhã, que será húmus e semente de minha vida pós morte, que é o desejo de os homens serem a verdade de si mesmos, minha vida de sofrimentos só teve sentido, doando-a ao outro, tem aí a exata grandeza do seu fazer poético. Se, por vezes, cáustico, amargo e, entre outras ocasiões, lírico e sensual, poético e humanístico, nem por isto deixo de acicatar e vergastar terrivelmente a prepotência dos poderosos, a arrogância dos “oportunistas da imortalidade”, ou o cinismo de uma pretensa Nova Ordem Mundial. Isaías é o anunciador de uma Nova Consciência, de olhos mais que bem abertos, faro, garras tal como fera lúcida pronta a dar o bote fatal contra a hipocrisia, falsidade, farsa que se erigem em nossos dias,


Preciso acreditar em alguma coisa pelos olhos e pelos ouvidos, em uma comunhão com a presença viva da coisa que nela eu possa acreditar. Mas, sei lá o que é essa coisa em que devo acreditar? Quem está à procura de um sentido e perde o sentido do sentido, não pode decifrar o que é uma coisa no sentido íntimo da sorte que procura; ou acrescenta na sua sorte o medo da sorte que procura. Levando um desespero na constituição mínima do sentido de procurar a sorte. Mas, se o sentido é um sentido e a esperança é uma sorte, assim como o mistério é um mistério, um mistério, então, acredito a toda hora em que decifra o mistério de um sentido para encontrar a esperança.


Tomo da verdade e a graça de celebrar a verdade. Fora da verdade, o homem é apenas um buraco de abismo. Tudo está morto. Consumado. Inclusive: - Deus e o amor. Quando a verdade exprime a indignação revelada de um povo subjugado a se perpetrar com a Ignorância Insana, até o reinado bélico da subjugação treme de medo com as armas nas mãos, perante a uma revolta armada, da Escória contra as Elites.


Aos olhos do mundo fico a estender a minha grande e amarga provação! E sigo a voar, qual o vôo de pomba baleada, que, para escapar do vôo, é preciso voar de asas quebradas

JAMAIS OLVIDADO DE SILÊNCIOS E ALEGRIAS - Manoel Ferreira




Aos meus filhos Sacha Lucien Moser Ferreira e Kayros Christian Moser Ferreira






Bom sentir-me um deus adorado, e adorado ao estilo do Evangelho, folgado de me ver assim amado em silêncio, saboreando o espírito de Amor eterno e imortal, começando de ver-me os medos, alegrias, serenidade, a angústia e os desesperos, as tristezas e desamparo, metido no meu aposento, fechada a porta de entrada, abertas as portas dos quartos contíguos, não nas sinagogas, não nos templos, à vista de todos.


Sinto mesmo necessidade de ser pretensioso, um demente, um desvairado, desculpem-me, mas enfastiei-me das modéstias, não é preciso que alguém me lembre que estou sendo muito pretensioso com isto de sentir-me um deus adorado, e adorado ao estilo do Evangelho, pois que não se torna possível visualizar a palavra escrita com letras maiúscula, e sim com minúscula. Mesmo assim continuo sendo pretensioso, mas leguei-me os privilégios de sentir e pensar o que bem me convier, não se torna necessário que os homens sejam testemunhas de minha demência, e certamente que estou convencido de que a comparação de um deus, com letra minúscula, e o Evangelho, que nada mais é senão a Bíblia Sagrado, só se adora Deus, e adora ao estilo da Linguagem do Evangelho, e não um deus com letra minúscula.


Não havia ainda pensado e sentido o que iria registrar nas laudas, preenchendo-lhes os vazios, tecendo-lhes as redes com os fios do sido, e toda a prevenção se converteu em simpatia. Continuo a saborear as atitudes quase implorativas, um composto de atos e sentimento, de atitudes e emoções, de entregas e harmonias, de intuições e inteligência, de contemplações e sabedorias. Desde toda a eternidade sobrevoando os horizontes todos, de todos os tempos, assim me vejo, não há possibilidade de olvidar os homens são águas que passam, e os silêncios que sussurram e cochicham não são outra coisa.


Costumo exagerar as coisas, movido pela paixão desvairada, pelos medos, inseguranças, indecisões, fugas; pode não ser tanto, ser adorado como um deus, e adorado ao estilo do Evangelho. Se me perguntarem o que teria acontecido para que eu reconheça que há exagero nesta afirmação, descendo do Olimpo, não saberia responder em hipótese alguma, e diria até que não tive qualquer intenção de não continuar com toda esta pretensão, empáfia, embófia. Adorado como ninguém? Sim, adorado como ninguém. De que modo soube que era eu? Tenho falado comigo muitas vezes, e jamais descubro nada. Achei-me sempre frio nisto de descobrir a verdade atrás da vida que decidi por ela, olho-a de esguelha, quem sabe o espírito maligno que reside em mim e sempre mostra a melancolia da paisagem seja o único responsável por nada descobrir atrás da vida que escolhi, prefiro deixar as situações surgirem espontaneamente, não desenho ao longe a sua fisionomia.


Quem sabe seja uma explicação de assumir este lado de minha personalidade, caráter, psíquico, o exagero, movido pela paixão desvairada, dizendo que isto de ser adorado como um deus é um exagero, diria ser adorado como ninguém. Não é intenção esmiuçar o fato de descer do Olimpo. Saboreio as entregas e doações, atos e sentimentos que são a apoteose do homem. Em que aposento se fecha para rezar, para evocar a felicidade, a harmonia, a paz, senão num escritório, isto se referindo à minha função, aos dons que me foram doados gratuitamente. São sentimentos que não estão nas cordas de nosso tempo estes que me perpassam o espírito enquanto me encontro neste escritório, preenchendo os vazios de entre desejos e sonhos, esperanças e utopias. Creio não haver alguma prova de semelhante estado da alma. Se houver, mostre-me este estado de alma, com certeza cada um de nós irá identificar suas características, suas diferenças.


Oh! Boa lágrima inesperada! Não preciso de recursos de estilo, é tão vulgar e esquisito como expor a minha intimidade nos salões literários, mas aqui senti muito forte o sentimento de que me reconheci na imagem refletida no espelho, e não restou alternativa senão verter lágrimas, a emoção de conhecer-me, de me identificar com os sonhos e utopias que perpassam o âmago da alma. Esboço um sorriso no rosto, indagando-me o que importar que os olhos não sejam sempre afeitos ao choro, nem que esta noite chuvosa, sempre por ocasião do Dia de Finados chove, só muito poucos Dias de Finados em minha vida pude conhecer e saber que não chovera, esta noite parece exaltar sentimentos mui diversos da melancolia, nostalgia, saudosismo...


Porventura as próprias sombras refletidas nos pedaços dos homens felizes e extintos vêem me cumprimentar-me, dizendo-me pela boca invisível todos os nomes sublimes que pensam neles no sentido de fazer-me dar continuidade aos sentimentos que a noite exalta, sentimentos diversos da melancolia, da nostalgia, mas não consegui memorizar nome algum pois todos dizem um após outro, chegando ao extremo de dizerem em uníssono, talvez que eu reconheça ser a presença de um Coro como existia nas peças teatrais na Antigüidade Grega.


Relembro os últimos dias, as primeiras manifestações dos sucessos, a realidade da afeição que tenho à esposa, e, enfim, a felicidade pura que me vem dar. Olhando bem de frente para estas derradeiras palavras, não poderia de modo algum esquecer-me de lembrar que me enchem de grande e rara satisfação. Os levianos possam atribuir este instante à megalomania, à neurose de superioridade, à aragem da demência que me habita o psíquico, a alma, desestrutura emocional, mas que os sapientes reconheceriam ser nada mais que o jamais olvidado de silêncios e alegrias. Certo, é difícil não crer que toda esta exaltação, todo este poder que foi despertado na alma, não exprima outro estado mental que não seja a demência.


Disse-o antes, mas não custa nada enfatizar a idéia, disse não se tornar necessário que os homens sejam testemunhas de minha demência, importa e muito reconhecer que renovo os sonhos do mundo antigo, crio um Olimpo, sem nada saber da tradição. Não tenho noções de tragédia, formo uma idéia ofuscante das dores e prazeres dos homens, da humanidade, e a imaginação fértil cobre-me com o sudário do mistério e dos enigmas. Como não custa dar asas à imaginação, sobrevôo os mares, os horizontes, sem enjôo, sem vagas, sem ventos, sem nuvens.


Dizendo isto, interrompo-me um pouco por sentir vontade de fumar um cigarro, mas pensei antes em tomar um gole de café, e para isso tenho de subir os degraus da escada da cozinha. A chuva diminuíra consideravelmente. A esposa queria que eu comesse algo, pois ainda não jantei, mas respondi que estava sendo adorado, adorado como deus ao estilo do Evangelho, não poderia interromper este adoração tão esplendorosa, olho a todos com indiferença e volúpia, com escárnio e voluptuosidade. Riu de mim. Adorado como um deus ao estilo do Evangelho! Compreendeu que estivesse rezando em meu escritório. Estava indo deitar-se, aquando me sentisse enfastiado de tanta adoração, comesse algo antes de ir-me deitar.


Retorno-me. Tiro um cigarro, abro-o, desfio o fumo com os dedos, enrolo a palha outra vez, e acendo com a chama do cinzeiro, mas o vento que entra apaga-a. Tento novamente, fazendo uma concha com a mão esquerda, virando-me de costas para a janela. Acendo. Entre os deuses antigos e os novos, há esta ou aquela rivalidade, há tal e qual pretensão, que os primeiros acentuam e caracterizam mais, revelando mais conhecimento, mais sabedoria, mais inteligência. A cultura é que não os faz suportáveis entre si, e todos acabam na doce e comum confissão de qualidades dos mestres do Olimpo. Ao cabo de alguns séculos e milênios, também os novos ocuparam suas devidas cátedras. Ou em fiança aos dons e talentos, ou endosso de letras, certo é que observo e contemplo às escondidas, para não vexar a ninguém. Circulo os olhos pelos novos, para mostrar a intimidade da esperança deposito neles.


Oh, lance da fortuna! Oh, eqüidade da natureza! Já o tempo não passa por mim como por um vadio sem idéias! Se passara antes desta noite chuvosa em que me sinto um deus, com letra minúscula, adorado ao estilo do Evangelho, não saberia responder, ou seja, explicar com detalhes e pormenores. Se não achava equilíbrio interior, e o ócio esticava as horas, que não acabavam mais. Necessidade e vocação fizeram-me adquirir, ao longo do tempo, aos poucos, pois que não adianta querer dar saltos às coisas, o que não trouxera do nascimento nem da fortuna. Ao demais, estou naquela idade de hábitos singelos e sem elevação.


Sinto que me aproximo do término da lua de mel da grandeza, da empáfia; agora torço os olhos duramente para outro lado, visualizando a porta do escritório fechada, conjurando-me, de um gesto definitivo, o medo de as horas ao longo da madrugada serem difíceis. Não creio que haja necessidade deste medo. Enfim, faz alguns anos que superei as insônias terríveis, a janela do terceiro andar aberta, o olhar dirigido ao Cruzeiro, observando as estrelas de primeira ordem.


Não dou continuidade à oração de imediato, ponho uma perna sobre outra, fazendo o pé direito seguir o ritmo da música que é executada, e lanço uma olhada sobre a mesa, maço de cigarros, isqueiro, caixa de fósforo vazia, um insenso indiano que a esposa presenteara, uma chave do lado direito, os óculos de perto à esquerda. A samambaia suspensa no esteio da cobertura do escritório importa-se pouco ou nada com a grandeza. Desejo crer que esta grandeza nasce da brevidade da vida.


Quem conhece o solo e o subsolo da vida sabe muito bem que a presença de cigarro, isqueiro, chave, óculos, não importando de que lado estão, são ricos de idéias ou de sentimentos; as orações, as grandezas, os silêncios se revelam entre os homens e as coisas e os objetos compõem um dos mais sublimes e esplendorosos mistérios da condição humana.


Dante, que viu tantas coisas extraordinárias, afirma ter assistido no inferno ao castigo de um espírito florentino, que uma serpente de seis pés abraçou de tal modo, e tão confundidos ficaram, que afinal já se não podia distinguir bem se era um ente único, se dois.


Onde vão os olhos grandes, as mãos amigas e longas, os pés inquietos, as palavras meigas e os ouvidos de misericórdia? Ah, sim, não poderia deixar de registrar que outro final não haveria senão evocar as buscas, as esperanças, a fé dos homens. Isto até se torna ridículo, mas não há como negar que ainda não terminei as minhas orações.


Tudo desaparecido, tudo desaparecido, agora que retornei da lua de mel da grandeza. Movi os dedos todos frente aos olhos, quase que me irrito com a inércia das laudas preenchidas, cuja paixão só pode ser explicada pela paixão antiga.


Quem quer que me ouvisse, aceitaria tudo por verdade, tal é o estilo sincero, a meiguice dos sonhos e esperanças, desejos e utopias. O demônio da música que é executada no instante desta oração levaria os olhos de alguém a alguém, e ambos esqueceriam o resto. Quem quer que me lesse, suspiraria suas esplêndidas e esplendorosas reminiscências...         

DE SABEDORIA VAZIA, O INSONDÁVEL - Manoel Ferreira





Poucos, quase ninguém mesmo, avaliando com sinceridade e honra, sabem que São Tomé fora o precursor, criador, inventor da dúvida cartesiana (não filosófica, como no caso de Descartes, que a tornou científica, o racionalismo; a dúvida de Tomé era teológica), quem mesmo sentira no corpo, alma, consciência, espírito, carne e ad-versos, os problemas e conflitos, dores e sofrimentos da descrença no transcendente, na ressurreição – a fama, sucesso endeusa o criador, lega-lhe a cadeira no Olimpo dos filósofos, cientistas, escritores, teólogos, mas se for feita uma in-vestigação criteriosa e honesta verifica-se o criador mesmo é bem anterior ao outro que vestiu a camisa da eternidade. Por exemplo, a máxima “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” nunca foi de autoria de Lavoisier e sim de outro que lhe antecedeu. Numa humanidade altamente desenvolvida como a de hoje, cada um tem da natureza a possibilidade de alcançar vários talentos. Cada qual possui talento nato, mas em poucos é inato ou inculcado o grau de tenacidade, perseverança, energia, para que alguém se torne de fato um talento, isto é, se torne aquilo que é, ou seja, o descarregue em obras e ações.









Há inda professores des-informados, louvadores de carteirinha dos famosos imortais quem em suas aulas de Química afirmam com prepotência de sábio e douto a autoria desta máxima ser de Lavoisier. Por isto, não há de se contestar que os alunos saem mais analfabetos da escola do que quando entraram, muito pouco do que aprendem pode ser considerado verdadeiro, os interesses e ideologias deles são inestimáveis. A Química segue sua trajetória eivada de despautérios. É o caso de Descartes, considerado o pai da dúvida metódica, sendo São Tomé o verdadeiro pai dela, e quantos séculos antes.









São Tomé jamais perdeu a obsessão das verdades palpáveis, aquelas que só merecem ser acreditadas se vistas, tocadas, palpadas. Não lera em qualquer manual que por sua descrença na ressurreição São Tomé tenha ido parar direto no inferno, sem direito ao Juízo Final, quando sua vida na terra seria avaliada a rigor, mas acredito que sim, pois que Lúcifer deve ter adorado a descrença de Tomé, e tê-lo no inferno era benéfico para os séculos vindouros, para os infernados. Ora, os mais infelizes dos infernados – como se diria dos que habitam o céu: “ceusados”, que termo mais estranho e esquisito, ainda bem que não está dicionarizado (até tenho medo de minha criatividade ser considerada e reconhecida como vulgar), negligenciaria a imagem do céu, do dicionário, há termos que com sentidos esplendorosos são negligenciadores de imagens – são os arrependidos.









Se eu, por minhas insolências ferrenhas, rebeldias e revoltas, não fosse aceite no céu ou no inferno, ficando no espaço pela eternidade, flutuando, não aceitaria que dissessem sou um “espaçado” ou “espaçoso”, por me lembrar que, para os paulistanos, nós, os mineiros, somos reconhecidos e considerados “espaçados” ou “espaçosos”, queremos sempre ocupar o espaço do outro, preferiria mesmo dissessem que sou um “nadado”, após a morte habito no nada, o espaço não é o nada do uni-verso? Do nada vim, ao nada retornarei. Ademais, “nadado” significaria que por toda a eternidade estarei nadando nas minhas insolências, rebeldias, revoltas, arrependido de haver decidido a insolência como a pedra de toque de meu ser, de minha autenticidade, ao invés de aceitar tudo de mão beijada e lambida, como os homens comuns, e a cada braçada de nado um mergulho em busca do mais profundo do nada que me possibilitaria o entendimento do porquê escolhi a insolência, e essa consciência, sabedoria me legasse a con-versão às verdades do mundo, dos sistemas, dogmas, dando um salto pirotécnico, do frio do nada às chamas da dúvida metódica, destas chamas ao clima sereno e agradável do céu. Seria o precursor do salto na vida: a natureza não dá saltos, segundo a máxima latina, a vida não dá saltos, mas mudei isto não apenas em nível das palavras, da idéia, mas na morte mesma, da morte à vida o caminho é curto, da vida à morte é que longo demais.









Sempre ouço censuras as mais di-versas contra as minhas insolências, contra os meus ácidos críticos, contra os pepinos que descasco: “Você pega muito pesado...”, “Você não tem dó ou piedade dos miseráveis de alma, pobres de espírito”, “Você é insensível, desumano...”, “Se alguém escrevesse sobre você o mesmo que faz com as pessoas contrárias à sua de-finição de vida, de homem, qual seria a sua reação?...”, “Deveria ao menos relevar as atitudes e ações dos velhos, nesta idade precisam agarra-se em alguma coisa. Nem a eles você perdoa...”, “Quem é você, afinal, para negligenciar tanto a imagem do ser humano? Só pode se sentir superior, perfeito”. Se teria res-postas para tantas perguntas, que, enfim, significam ser eu igual a todos os homens, não o sei, sei apenas que a minha natureza re-versa os instintos em sentimentos puros de desejo de perfeição, e, com eles, in-versa os sofrimentos e dores em vontade de redenção de tantos erros, enganos, às avessas con-templo a verdade sob a luz de minhas descrenças, dúvidas, e desejo insofismavelmente encontrar meios e re-cursos de outros horizontes nos uni-versos de meus sonhos e esperanças.









Alguns poderiam subir nas tamancas, dizendo que são os meus talentos e dons os responsáveis por minhas in-versões, re-versões, e não a insolência, rebeldia, revolta, enfim sou um artista, mas estão equivocados em tudo, ninguém re-versa, in-versa se não for insolente, rebelde e revoltado, uma coisa puxa a outra, lembrando-me de uma máxima latina. Mesmo que não possuísse os meus dons e talentos, seria sempre revoltado, rebelde, insolente, desde toda a eternidade o fui, só que em vida descarreguei-os em obras e ações contra as hipocrisias, falsidades e farsas dos homens, do mundo. Não sou re-formista, revolucionário, sou quem deseja atmosfera outra que esta em que estamos vivendo no mundo, na existência, se não no mundo for possível esta atmosfera que sonho, pelo menos em mim torno-a possível e real. Tudo o mais são opiniões, pontos de vista dos outros. Não admito rótulos. Dizia-me um professor de Teoria do Conhecimento: “Você tem que tomar muito cuidado em não deixar que lhe coloquem um rótulo na testa, passando a desfilar com ela por todos os cantos do mundo. Ser-lhe-á prejudicial. Sou avesso a conselhos, mas arrisco um, isto por que lhe reconheço as virtudes e valores: seja você mesmo, mesmo que a todo momento tenha de modificar suas ações e atitudes. Escreveu um texto, pense e cria outro diferente, com outras idéias, embora possa ser considerado um homem inconstante. A inconstância é pedra de toque para a busca do ser, significa que nada lhe preenche os desejos e vontades”. Nunca me esqueci do que me disse este mestre, e sempre procurei seguir-lhe o conselho a critério e rigor.









Os arrependidos no inferno censuraram amarga e angustiadamente a Tomé:









- Viu? Só de teimoso você perdeu o céu...









E Tomé:









- O céu? O paraíso celestial? Não sejam doidos, ensandecidos... Não sejam Simão Bacamarte...









- Quem é este Simão Bacamarte? – perguntaram-lhe os infernados realmente curiosos e assustados, nunca ouviram falar dele. Com certeza, não estava no inferno, e provavelmente nem no céu.









- Não importa quem seja, quem tenha sido. É invenção minha...









- Ah, sim...









E Tomé:









- O céu?...




quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Todos somos ciscos de amor ***Por Beth Caravaca




· Todos somos ciscos de amor
 Todos somos ciscos de amor, e se somos, porque muitos trajetam pelos caminhos da dor? Ora, porque ainda não aprenderam a percorrer as trajetórias do amor! Diante desse contexto, não se quer dizer que não sejamos ciscos de amor; sim somos, apenas ainda não nos propiciamos a buscar sua essência com o devido valor. Onde impera a vontade, a determinação e a perseverança pelo amor a cultivar, se alcança a caridade, compaixão e esperança. Somos ainda diamantes brutos a serem lapidados pelos exercícios de cada existir, cada existência, uma virtude trabalhada e uma vicissitude extirpada nos faz aumentar o brilho tornando nossa alma mais sutil de sentir. Sede bom para aqueles que são bons e mais ainda com aqueles que do amor ainda não aprenderam , não estão entregues à sorte, no processo de evoluir ainda não amadureceram. Observamos sempre no irmão a falha que também podemos cometer, mas será que nos esforçamos o bastante, para quando ele caia, nós ajudemo-nos a soerguer? Muitos dos desígnios de Deus, nos foge à compreensão, no entanto Ele nos compreende, nos ama e nos proporciona situações existenciais para que com os exercícios reencarnatórios alcancemos evolução. Os efeitos da lei de ação e reação, que nos aperfeiçoa moralmente, pela lei da atração nos agrupamos e na lei do amor é que nossas mazelas superamos. Seja pelas veredas do amor ou da dor, é inevitável nós iremos evoluindo, pois que a lei do progresso, somos consciências energéticas pelas criações Divinas vamos assim existindo. Cabe tão somente, o livre arbítrio em favor de nós e do próximo não contestar, o que não desejarmos para nós, não devemos ao desejar; assim vamos nos reeducando e as leis Divinas compreendendo e respeitar. Iluminando aos caminhantes que como nós já tivemos em momentos de angústia e desespero desequilibrados, através de anjos amigos que nos deram alento e sustentação e fizeram nós sentir amados e consolados; miremos por esses seres que nos auxiliaram e mais iluminados que nós nada exigiram , apenas nos deram de seu amor, iluminemos aos mais carentes que nós, com nosso carinho, respeito e compreensão, possamos suavizar seus caminhos mesmo que por instantes possamos ausentá-los da dor. Sigamos pelas trilhas da caridade, através dela nos reabilitamos e temos a salvação, ela é uma das ferramentas benditas nos liames da evolução. Consolar, ouvir, ofertar palavras de otimismo é tarefa ainda a exercitar, comecemos desde já nossa conduta mudar, nossa fé sem obras é morta, melhor do que pregar é vivenciar. Orar e vigiar é o nosso dever, assim Jesus nos recomenda, isso dificulta que falhemos e assim vamos fazendo nossa corrigenda. Somos passíveis de erros pela nossa própria imperfeição, mas também somos passíveis de acertos se ao amor e caridade nos colocarmos a disposição. Da luz que já alcançamos, partilhemo-las com o outro sem a ele ofuscar, lembremo-nos que também somos seres caminheiros nos aperfeiçoando por esse caminhar. Entre rosas e espinhos, intensifiquemos na lembrança das rosas colhidas em nosso viver, fazem parte do processo de crescimento e muitas vezes espinhos nos fazer sofrer, contudo espinhos fazem parte da rosa e nem por isso ela deixa sua beleza se perder, com parte da fragância e formosura, tê-las em nosso jardim nos causa muito prazer. Ante a tarefa por mais árdua que lhe possa experimentar, talvez sem ela, nossas falhas não possamos restaurar. Mediante o sofrimento independe do grau a nos abalar, Deus nos permite a dor e junto dela um aprendizado, porque pelo amor certamente alguma lição deixamos de aprender e por intermédio da dor compreenderemos do que não podíamos esquecer. Olhemos ao nosso redor que nada nos atinge por casualidade, e que um Pai jamais almeja aos seus filhos a infelicidade. Receber da providência Divina sem revoltas, meios para a nossa Correção, é acatar com obediência Sua postura que nos permite os reajustes pela lei de ação e reação. Portanto meus amigos, sejamos grandes ou pequenos, obscuros ou iluminados, perante a Justiça Divina somos todos iguais neste mundo a caminhar, não existem filhos privilegiados, mas sempre filhos que sempre serão amados. Não façamos de Deus um Pai vingativo e punitivo a nos castigar, Ele é todo bondade, amor e justiça, que nos concede a estrada nos ensinando como devemos caminhar, apenas nos dá da liberdade com suas consequências de como na estrada da vida queiramos trilhar. Pensemos em como estamos vivenciando o nosso jeito de ao Pai Servir, Ele não desiste de nós, não deixemos Dele desistir!!!!! Por E.A.L.R. em 28 de Maio de 2015.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015




VERDADE OU MENTIRA?

Assisti no último domingo a um episodio da série Dr. House, em que um paciente com moléstia terminal, necessitando de um transplante, decidiu contar a verdade sobre seu comportamento, que ele não passava de um canalha.  Os amigos e vizinhos estavam no hospital realizando testes para uma possível doação, então ele decidiu juntar-se ao grupo e contar que havia enganado um e outro e, afinal, quase todos.  Falou que surrupiara uma grana da escola, entre outras coisas. E, um por um, todos se retiraram, visivelmente chocados.

No decorrer do episódio, o paciente não necessitou mais do transplante. Então, passou a sofrer de violenta reação alérgica aos medicamentos que eram prescritos, inclusive os analgésicos. A camada superficial de sua pele estava se soltando, em todo o corpo. Um dos médicos, enquanto lhe aplicava um medicamento, ouviu uma confissão de assassinato, onde ele mencionava que havia matado quatro pessoas.  Na verdade, o paciente tinha a compulsão de mentir devido a uma lesão no cérebro, que provocava todos os sintomas físicos e mentais. “Há mais mistérios na mente humana do que pode imaginar a nossa vã filosofia”, um pouco “clichê”... mas é assim.

Sua mulher estava sempre ao seu lado, apesar de que, no meio das mentiras todas, havia também uma que se referia a traição com uma garota mais jovem.  Fato verdadeiro, que foi comprovado pela equipe médica.  Chegando ao final do episódio, com plena recuperação do paciente e constatação de que as mentiras eram todas mentirosas.  Sua mulher pergunta sobre a garota... E ele lhe afirma que jamais a trairia.  Aí sim, uma mentira!

Ele havia confessado ter praticado fraudes, roubos e assassinatos, o que não era verdade.  Mas havia traído a mulher com a garota. Puxa, depois de tudo o que sofreram? Pode falar uma mentirinha inocente!   Será?  Ficou entendido que ela permaneceria ao lado do marido safado e ladrão, mas não suportaria a traição com a garota mais jovem.  Como pode?   Valores invertidos?

E eu me perdi pensando no assunto... Falar a verdade ou mentir?  Parece complicado para a maioria das pessoas aceitar, ouvir e até mesmo acreditar na verdade.  Às vezes, acreditar na mentira parece mais conveniente.  Estou me referindo a grandes mentiras.  Mentiras que estão na imprensa, diariamente.  Mentiras grandes e grandes mentiras...

Eu já menti muitas vezes, e já fui compelida, por força das circunstâncias, a omitir a verdade.  Ouvi algumas vezes "não diga a verdade, pode machucar”.  “Não diga a verdade sobre como pensa, poderá ser criticada”. Será mesmo?  “Dourar a pílula?”, “enfeitar a mentira com flores e adereços?”. Não é pior?  E aí? Algumas pessoas simplesmente não conseguem ficar sem mentir. Inventar histórias mirabolantes e conspiradoras. E, com certeza é assunto para a psicologia... Mentiras inocentes... Existem mentiras inocentes?  

No Facebook, por exemplo, uma pessoa qualquer publica uma fotografia ou texto e mesmo detestando, você vai lá e diz que achou... Lindo!  É uma mentira inocente?  É uma falsidade!    Provavelmente, você quer se dar bem... Ou vive através das aparências... Não somos santos e nem dotados de tanta bondade...

Eu vivi durante um período, em constante conflito comigo mesma.  Questionamentos diários, quem eu fui, quem eu era e no que me transformei... Engoli alguns sapos, que me fizeram passar muito mal... Usei a minha “metralhadora” atirando para todos os lados... e inadvertidamente acertando os falsos inimigos.  Falar a verdade ou mentir?  Encontrei o equilíbrio... Pode até acontecer de esgotar a minha paciência e lá na frente  “falar umas verdades”...   

Por pior que seja, a verdade é sempre melhor... É liberdade... E não tem preço!

Nell Morato
26/11/2015


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

CANDELABRO DE EFEM-ÉRITOS E EFEM-IRÍASIS - Manoel Ferreira Neto




Candelabro... Ipsis de vazios litterisando o alvorecer de neblinas, ads-tringências de regências e concordâncias verbalizando a distância invisível, perspectivas de nada, imagens esquecidas, inolvidadas, perscrutando o abismo do tempo, nonadas, nonsenses, se ontem houvera de ser o aqui-e-agora, raios incandescentes do sol estariam numinando o uni-verso, mas hoje o céu está por inteiro níveo, ao longe algumas nuvens escuras, hoje não é ontem, o vazio promulga e sacraliza a ausência do eterno, quiçá no crepúsculo,, não havendo mais quaisquer resquícios das ipseidades inauditas do nublamento do tempo, quando nem às custas de pincenez é possível visualizar centimentros além da ponta do nariz, as trevas iluminam os caminhos, o en-si-mesmamento sob a neblina in-visibiliza a poiética do verso-[do]-mundo, no mais re-côndito in-terstício da alma o nada espreguiça de tanta inércia, quiçá sua ec-sistência fosse o prático-inerte, mas é leitmotiv de todas as dimensões sensíveis para a etern-idade do in-finito, , etern-itude do in-finito, inda que ab-surdo, mas etern-escência do sublime, alfim a metalinguagem e metalinguística do ser, que se sonha no sonho litteris do ipsis-verbo do além, dá asas de penas leves ao vôo pelos horizontes n quereência e desejância do há-de ser no além das águas - águia do eterno -, fonte originária das passagens de por baixo das pontes, renovando-se, inovando-se, de sendo-em-sendo, abrindo espaço nos chapadões e pampas para o ser do ser na amplidão do mar, quando o azul se comunga com o níveo celeste, e todos os portos das ilusões se pres-[ent]-entificam, a viagem marítima far-se-á plena de glórias e conquistas, a-"sistência" vivenciária e vivencial da ec-esperança plen-ificará, vers-ificará a entrega verbal e re-pres-ent-éticamente sensível e trans-cendental, quando a neblina do alvorecer, em-si-mesmando os verbos defectivos do In-finito, esplende de luzes, palavras e sentidos, símbolos e signos, metáforas e sin-estesias, no soneto do Porto a verdade do anti-ser que etern-inicializa o eidos eidético e kathártico do há-de perpetuar pétalas, des-abrochando os élans da etern-dade à soleira das fontes originárias do há-[de]-vir-ser o sublime, a sublim-itude, a sublim-idade do "eu poético" que cria a vida sob os holofotes das esperanças da liberdade em questão, daquele desejo in-descritível do ser no nada, ansiedade inenarrável nas crônicas do quotidiano.


A manhã será hoje, hoje será, antes de quais amanhãs, ontem, ontem será as pers das pectivas da eidética da vida.


Vida... O perfeito procederá do imperfeito, travessias do nada, paisagens de pectivas retros des-lumbradas, de bordas e fronteiras, jornada de devaneios quê homérica decepção -, esvaece-se de antemão às revezes à supremacia do In-finito, velando e des-velando verdades, inda que sob os questionamento das futurais das dialéticas do absoluto e ab-surdo, segue a trajetória, itinerário poiético e poético das "itudes" da esperança, a última dimensão do perpétuo que pre-figura e con-figura as yalas com a cintilância das estrelas, sin-cronia e harmonia além de todas as divin-idades e divin-eusidades, nenhum deus abarca o seu eidos, que tece a morte da vida, vice-versa, com os élans das regências in-fin-itivas e con-cordâncias versais-uni, o pre-núncio da felicidade perfeita, epitáfio do nada nas pre-fundas do esquife de cabeça-pónta devido às vergonhas de não ser o grão de areia no deserto das desejâncias das trans-cendências , suprassumirem as con-ting-ências das contra-dicções entre o dia-bólico e o diá-logo, nonadas do thelos ec-sistencial.


Esperança de eternas etern-itudes e etern-idades, esperança do pleno da vida, vice-versa, esperança do verso-uno do Sublime Verbo.


Palavras... Palavras... Palavras... São apenas símbolos, signos, re-pres-ent-ações, nada dizem e tudo dizem com e de escelência. Sarcasmo, ironia, , contudo, sedento e esfomeado de ser vivido, vivenciado em todo o seu eidos, eidética, seja o tabernáculo do "ser", a semente do "Ser", o In-finito alimenta-se do silêncio entre o verbo e o ser, bebe o que o silêncio revela como se fosse vinho dos deuses, embriaga-se e, boêmio, pervaga pelos horizontes a-nunciando as "boas novas", como gorjeta dedilhando a erudita e clássica cítara, "Acrosse the Universe", a sua preferida música, "Yesterday" é só para o "Nada", pau-dágua desiludido por não viver de si mesmo, sou o que não sou e não sou o que sou, parasita consagrada do efêmero de que se alimenta. Então, quando o "nada" desvaira-se, pois o efêmero é ponte para ele, o In-finito, devaneia-se de tanta "manguaça" e sai pelos confins dedilhando as cordas de violão de oitava categoria, engrola "yesterday" e seduz a boemia do vazio, só melancolias, nostalgias, "Oh, vida!... Oh céus!...", perdido no espaço.


Palavras... Palavras... Palavras... Deixemos a prosa com o Nada, é o sábio dela, mas a vida não se resume em prosa, vai muito al´-em disso, o In-finito é o deus da poesia, pois trás em si o silêncio, o deus da linguagem inaudita, o "inconsciente divino".


"Let it be"... Deixe estar... "Yesterday" dedilhado pelo Nada é o érito das contingências. Por isto existe o "Let it be..." O In-finito haverá sempre de sussurrar a cança das Esperanças da Verdade, vão décadas, vão séculos, vão milênios, e a poiética das palavras, versos, estrofes pres-ent-ificarão a liberdade do sonho do "Ser".






Manoel Ferreira Neto