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terça-feira, 15 de maio de 2018

ANA JÚLIA MACHADO ESCRITORA POETISA E CRÍTICA LITERÁRIA ENSAIA O AFORISMO 751 /**ASSIM FALAVA O GURU FESMONE**



Neste texto de extrema complexidade e como sempre poderia levar a uma tese complexa e nada fácil e com muito empenho e estudo.


Aqui verifica-se a revolta de um grande escritor, com a mediocridade atual da escrita.


Como escritor o sentimento que lhe ocorre é que se tivesse poder os ofuscava a todos. Hoje, em dia não é necessário se ser um erudito, para surgir na ribalta. Quando fala em GURU FESMONE, será provavelmente um líder como ele revoltado, em que não encontra tão-pouco vontade para escrever…sentindo-se sem rumo, inquieto e sem resposta para tanta barbárie.


Atravessamos uma era de uma sociedade integralmente preparada segundo rompimentos instrutivos, na qual a simples alusão das anacrónicas locuções “pai” e “mãe” originam náusea.


Um mundo de pessoas delineadas em laboratório, e instruídas para executar seu papel numa colectividade de espécies biologicamente determinadas já na natividade. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só possuem a utilidade de fortalecer a consciência de conformismo. Um universo que celebrara o progresso da tecnologia, a linha de montagem, a obra em série, a monotonia, e que venera Henry Ford. Essa é a conspeção amplificada no perspicaz romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, instituem os modelos mais importantes, na esfera literária, da tematização de estados despóticos. Se o livro de Orwell reprovava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do estalinismo e a barbárie do nazi-fascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se converteu a nova fé, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual o saber do sujeito não alvitra mais causar nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare alcança tons subversivos. Entretanto, o moderno clássico de Huxley não é um simples exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, o que é mais reverente, de um olhar pontiagudo acerca das potencialidades despóticas do próprio mundo em que habitámos. Como um alerta de que, ao não se resguardarem os valores da cultura humanista, o que nos espera não é o cor-de-rosa éden iluminista da independência, mas os cativeiros de um assombroso mundo novo.


De acordo com Adorno e Horkheimer, nas sociedades hodiernas vivemos na era da massificação social, onde tudo é padronizado. Este padrão ter-se-ia começado em utilidade da razão iluminista que, no começo referia-se a liberdade dos indivíduos e o desenvolvimento social, mas acabou por levar a um excesso império das criaturas, em virtude precisamente do progresso técnico-industrial. Dessa forma, ao inverso de sujeitos analíticos (razão crítica), as sociedades contemporâneas abonam-se no uso da razão instrumental, ou seja, as pessoas atualmente decidem apenas pelo exercício dos factos, ao envés da absorção crítica dos seus motivos.


Com isto, de acordo com os aludidos filósofos, isto culminou com a cultura de massa que é a industrialização e criação em série de artigos culturais, que manufaturam, por sua vez, personalidades adulteradas ou pseudo-individualidades.


A razão instrumental, real concretizadora da cultura de massa, está absorvida com os fins que também qualificam o sistema de exploração capitalista, ou seja, o ganho. Por isso, diante das forças econômicas, os sujeitos acabam resumidos a nulidade. Milhões de pessoas são eliminadas por espécies de pensamento crescidas a partir do século XIX, como a ideia de que as empresas protegem os trabalhadores, mas a pluralidade deles, ainda hoje, não alcançou encontrar esses benefícios. Para que esse sistema histórico-social – que apenas auxilia os empregadores – possa perdurar intacto, isto é, engrossado, engendrou-se uma maneira muito pujante de fazer com que as criaturas não utilizem sua causa crítica para criar sua identidade, convertendo-se reais réplicas de outras pessoas tal-qualmente dissimuladas.


Assim, a cultura de massa propagandeia protótipos pré-prontos de sujeitos. Estes abonam-se em ostentações culturais que satisfazem antes de tudo às normas de mercado, ao envés dos interesses gerais dos seres humanos. Da mesma forma, a arte que antigamente foi a demanda do sublime, circunscreveu-se apenas ao maior proveito capitalista, ou seja, o lucro. Nessa concepção de cultura de massa tudo está desimpedido aos indivíduos, desde a santidade espetaculosa, às individualidades ambicionadas e sensações cobiçadas.


O controlo social gera o afloramento dos sujeitos, silenciando a singularidade. Quanto mais medíocre, preferível para a " paz " sabida.


A educação disciplinar do corpo pessoal é o meio que ampara a alteração da vida humana em força lucrativa orientada para objetivos exequíveis que propiciam efeitos materiais e vantajosos para a sua sociedade ou para o grupo que fiscaliza a sociedade. Traz as contendas humanas para a poesia, abrindo-a para uma crítica social da atualidade, ao mesmo tempo em que essa poesia é vendedora do mundo novo do futuro. Uma poesia de confianças, vexada com todos aqueles que, próximos ou longe dele, brigam pela justiça, pela querença e pela existência.
Em desfecho, todo o planeta é independente". O ímpar desprazer é que o verbo liberdade, que readquire essas aceções tão divergentes - e centena de outras - sejam utilizadas sem que as criaturas contemplem a indispensabilidade de particularizar o sentido que lhe imputam em cada caso.
Uma prosa de poeta é as memórias do ardor. O conjunto da obra de Tsvetáieva é uma alegação em alegação do enlevo; e em proteção do talento, ou seja, da graduação: uma versificação do prometeico. Toda a nossa conexão com o génio é uma exceção em benefício do talento como redigiu Tsvetáieva em seu excelente ensaio “Arte à luz da consciência”. Ser poeta é uma circunstância de existência, de vida distinta: Tsvetáieva fala do seu bem-querer pelo “que é mais eminente”. Há em sua prosa, como na poesia, o mesmo lineamento de ascensão emocionante: nenhum outro escritor recente se avizinha de uma experiência do excelso como essa. Como assinala Tsvetáieva: Ninguém nunca entrou duas ocasiões no mesmo flúmen. Mas alguém já ingressou duas vezes no mesmo livro….


Ana Júlia Machado


Em verdade, em verdade, FESMONE, se é que possa assim dizer, é uma sigla: MANOEL FERREIRA DA SILVA NETO. Criei-o como meu próprio representante, inspirado em Zaratustra, FESMONE é discípulo de Zaratustra, de Nietzsche. Trata-se de uma personalidade e carácter polêmicos, intransigentes, prepotentes, radicais, rebeldes, revoltados, um intelectual à moda antiga, isto é, crítico dos valores existenciais, sociais, individuais, um crítico ferrenho. Diz na ponta da língua o que pensa e sente, e não se incomoda poucochito com as opiniões; se precisar respondê-las, fá-lo-á não apenas com a língua em riste, mas com os linces do intelecto e conhecimento adquiridos. As críticas contundentes, fortes que ele faz não nascem apenas de seu carácter, personalidade, subjetividade exacerbada, sensibilidade paradoxal, mas de um conhecimento filosófico-literário. Sabe ele perfeitamente que o seu paradoxismo nasce de um princípio que ele bebeu na obra de Dostoiévski: o caminho para a Estética nasce no íntimo do Paradoxo, é filho do paradoxo.


Assim é que ele se revolta com a Literatura, Poesia de nossos tempos atuais, chamem de Ultra-Modernismo, Hiper-Modernismo, Contemporaneismo(Contemporaneidade). Revolta-se com a extinção da Estética, a menina-dos-olhos das Artes. Tanta é a sua revolta com a Literatura e Poesia que está se tornando nauseante, ridículos, hipocrisias, imbecilidades são as suas características, que, se pudesse, cegava, silenciava os que se dizem escritores, poetas. Para quem é sensível, sua crítica cega, silencia, ou pelo menos deixa os escritores e poetas atuais com o famoso "sapo seco" atravessado na garganta, dar a resposta torna-se difícil e complicado.


A sua análise crítica, eminentíssima escritora, poetisa e crítica literária Ana Júlia Machado, faz um estudo profundo das origens desta desintegração, desta extinção da Literatura, da Filosofia, tomando como fundamento Adorno, Horkheimer, filósofos da Escola de Frankfurt. E com categoria esta análise, pois que Adorno faz um estudo sobre a Arte, especialmente o Barroco, contracenando com a Era Mecanicista, Capitalista, tentando resgatar a Estética, a Consciência-Estética-Ética, e Horkheimer estuda a sociedade, que particularmente eu denomino, Sociedade do Nada, os únicos valores desta sociedade são o mecanicismo, o capitalismo. Filósofos realmente complexos e herméticos, dificílimos de entender, compreender, espremi os miolos, mas consegui assimilá-los. Aldous Huxley, escritor, também em sua obra mostra a desintegração da sociedade moderna, das Artes.


Neste ensaio, então, você mostra, revela as origens desta desintegração em perfeita consonância com o meu Aforismo, retirando do interdito da obra as luzes do Pensamento de Fesmone. Como você mesma diz: "um texto que dá uma tese" com muito estudo, determinação.


Com o seu ensaio, fica explícito a crítica ferrenha de Fesmone à Literatura e à Poesia Contemporânea. Crítica que eu, Manoel Ferreira Neto, tomei em mãos e levo a cabo custe o que custar, mas o meu projeto é a Consciência-Estética-Ética. Seguimos juntos, o Guru Fesmone e eu nesta empreitada filosófica-literária.


Cumprimento-a, tirando-lhe o chapéu, minha caríssima amiga, por esta crítica de excelência. Estará nos anais de minha obra por sempre.


Abraços afetuosos.


Manoel Ferreira Neto


#AFORISMO 751/


ASSIM FALAVA O GURU FESMONE#
GRAÇA FONTIS: PINTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO


Sentindo-me distante, deixe-me vagar pelo deserto, onde não há rumo, destino - exuberância do ser libertador. Sentindo-me disperso, deixe-me cantando a canção onírica das quimeras, no canto quieto, inquietas as sensações dos questionamentos sem respostas, perguntas des-conexas, sem sensos e lógicas, sou vazio de id, ego, superego, sou nada de razão, intelecto, feito fortuitamente do inacabado frutífero, sou o branco das páginas sem linhas para escrever, as trevas da alma sem idéias e ideais para pro-jectar, sou o "ec" sem "sistência", porfio no que andará pelo espaço, pervago solene pelas nuvens azuis, pelo branco horizonte do infinito.


Ser visto por olhos de lince lega-me o sentimento de orgulho, lisonja, faz-me sentir humano, habita-me o ser da humanidade; ser enxergado por olhos apenas traz-me às prefundas da alma a perquirição: "Serão isto olhos? Ou simplesmente duas bolas, de um lado e outro do nariz?" Os olhos de lince impõem a si o dever de in-vestigar e avaliar os valores, as virtudes. Possa o destino sempre colocar no meu caminho gentes de olhos de lince - quê inferno delicioso! -, haverá sempre a responsabilidade de pensar o pensamento que pensa, sentir o sentimento que sente. Os remordimentos educam ao morder. Mordo os valores e virtudes contemporâneos.


Deixe-me distante, deixe-me disperso - quiça as ad-versidades do absoluto e pleno sejam a tese, antítese, síntese do nada re-verso na imagem pro-jectada no espelho dos rebos rijos, dos etéreos diamantes que trans-literalizam as insolências do inferno, divinas comédias da poesia sem poiésis, da prosa sem eidética, tudo que cunha e que desabrocha é embrião em prenhez de índole ou Númen, a arte pura da des-fantasia, a metalinguística inócua das trevas do caminho, o "it" das águas vivas que jorra da fonte a vereda por seguirem.


Tempo demais ardi em anseios, perscrutando o longínquo, in-vestigando as distâncias entre o efêmero, o que hoje foi criado, composto, feito, e o eterno, o que ontem foi pensado, questionado, perquirido, até que com-preendi o alimento da sabedoria está no aqui-e-agora, o conhecimento está nas dores e sofrimentos, tristezas e desolações.


Tempo demais gastei ouvindo os nonsenses dos poetas, as fantasias dos escritores, as crendices das multidões, da plebe. Andam eles na calçada direita da rua esquerda, ando no canteiro de palmeiras, no meio da alameda.


Tempo demais pertenci às algazarras da paz, da solidariedade, da compaixão.
Pertenço à solidão, hoje. Falsos valores, hipócritas virtudes, palavras ilusórias: são estas as desgraças deslavadas dos mortais, a fatalidade ressona, dorme, tira soneca neles.


Tempo demais desperdicei ouvindo utopias, projetos irreais, desleais, em nome das fugas das conjunturas sociais, políticas, declamadas, recitadas pelos "salauds", perfeitos re-presentantes da sociedade nos seus níveis de moral e ética retrógradas, mentirosas, inclusive brindando drinks com eles nas mesas de restaurantes. Comecei de não sair de casa para coisa alguma, por alguns dias, e depois nas ruas esquivar-me, mudar de calçadas, correr alucinado fugindo deles. Tudo o que desejavam de mim era irreal, expectativas imorais, re-verenciá-los, tecer-lhes críticas as mais sublimes, endeusar-lhes, abrir-lhes portas para todos os louvores. A compaixão é uma emoção vulgar e intrinsecamente depressiva, enfraquece e leva à sede de nada.


O ser verbo de sonhos literaliza a angústia das imperfeições, a náusea das mais-que-imperfeições, o vazio dos limites, trans-literaliza os atos falhos e incapacidades, os lapsos da memória. A essência verbal da carne pres-ent-ifica o vácuo das melancolias, a gruta de estalactites das nostalgias, a cisterna de água fresca e límpida das saudades, o nada das ipseidades e facticidades, vers-ejando o nada das esperanças, vers-ificando a nonada das utopias, a travessia das "querenças", a sétima lâmina dos desejos corta simples, em sublimes fatias, as buscas do absoluto, os volos da verdade.


Para estes poetas de hoje, não quero ser a poética do fogo; para estes escritores de hoje não quero ser a eidética da verdade; para estes sábios de hoje, não quero ser a luz, não quero chamar-me luz; para estes sonhadores de hoje, não quero ser raios numinosos. Quero, a estes, cegá-los, silenciá-los.


Há uma demoníaca, mefistofélica hipocrisia nos que querem o que está para muito além de suas capacidades, dons e talentos. Nada é mais raro e precioso, aos meus olhos, do que a honestidade, a verdade nas mãos.


Nos intervalos secretos da alma, conjunturas, instantes, vocábulos não fluem expressões, des-apoquentação, carmes, estâncias não asseveram o carme construtivo, incomunicação, renques, alamedas, terreiros, locais interiores, veredas ermais, veredas de remotos e retrógrados apetites, no corpóreo a comparência da chama, da brasa, sem desígnio, sem orientação, sem desconsolo, sem moléstia, sem constrição, sem taciturnidade. Nentes.


Incomunicação. Ermal.


(**RIO DE JANEIRO**, 13 DE MAIO DE 2018)


Idade...By Juliah Vihana


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, oceano, céu, atividades ao ar livre e natureza

Li em algum lugar uma frase que me tocou muito: 
"Eu não tenho idade, tenho vida!"
Cada ano vivido, aprendo a lidar melhor com a vida e a vivê-la 
com mais intensidade, mais paixão...e fazer brilhar meu lado luz...
Aprendi a estender a mão quando me pedem ajuda, a calar quando 
devo calar e a me afastar quando as energias simplesmente 
não combinam mais...
Que tolerância é a chave mestra dessa existência...e que ter um 
coração agradecido diferencia os felizes e os infelizes.
Aprendi a ser a minha melhor amiga e a ficar do meu lado sempre.
A dizer e ouvir um "não" com sabedoria...
A evitar comparações pois isso sempre vai me colocar pra baixa estima...
Que não devo esperar muito dos outros...bem pelo contrário, devo esperar 
pouco, bem pouquinho para ter agradáveis surpresas ao invés de decepções!
Aprendi a manter a calma, a me dar colo e a pedir ajuda quando esse colo
não for o suficiente...
Aprendi a ouvir e a confiar na minha intuição, ela é a voz de Deus em mim!
Só envelhecemos de fato, quando nos fechamos para a vida e para o novo. 
Quando ficamos radicais, impacientes e inflexíveis...
Por isso que eu não tenho idade, tenho vida!
Cada ano que passa aprendo a lidar melhor com ela...
E quando mais aprendo mais ela me preenche...


Queridos amigos e amigas, estou um pouco ausente do 
Facebook mas todos vocês estão no meu coração!

BY:JULIA VIANA

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

4 Homens e (½ ) meio... (conto cotidiano) By Arnaldo Leodegário Pereira


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4 Homens e (½) meio... (conto cotidiano)
 Na década de 70, eu morava em São Paulo, capital e aos 19 anos resolvi ser ator, e dar forma a um sonho antigo; entrei para uma escola de teatro. Sonho que eu guardava comigo desde menino na cidade de Rondon, lá no Paraná onde morei há muitos anos. Nessa escola participei de peças teatrais, fiz figuração em cinema e em teatro. Assim continuei minha trajetória de moço sonhador. Não faltaram episódios pitorescos e casos engraçados. Tínhamos aulas teóricas e práticas todos os dias de aula. Em uma dessas aulas, o professor convocou cinco rapazes para irem até o palco para recitarem um texto. Alguns dias antes ele (o professor) havia distribuído pequenos papéis onde estava um texto com parte de uma reportagem, era uma notícia sobre um acidente rodoviário. (Na Via Anhanguera). Levamos os papeizinhos para casa a fim de decorar aquele texto, e depois o apresentar em sala. Comparecemos: - eu e mais 04 rapazes... O professor era do tipo brincalhão, muito extrovertido, humorista... Olhou!... apontou com o dedo,... contou... - 1, 2, 3, 4,... 4 e ½,... -, ele pigarreou,... se contorceu,... passou a mão no queixo, coçou a barba,... ficou um pouco indeciso, e disse... - Sobe mais um! Detalhe! - Naquela época, eu tinha 1,57 cm de altura, era bem franzino, pesava uns 52 kgs, mais ao menos... - (Nesse caso, o referido meio homem seria eu)... veio mais um rapaz, - de maneira que ficamos em 06 rapazes no palco. Assim sendo, ele chamou um rapaz e perguntou: - Você decorou aquele texto que lhe entreguei na semana passada? – Não senhor professor!!! Esqueci!.. - Huuumm!!! Perguntou ao outro: -- Você decorou o texto que lhe dei para decorar?... – Não senhor professor!!! Esqueci!... Dirigiu-se a outro e lhe indagou: e você, lembra do texto que pedi para você decorar? - Sabe professor: é que o texto ficou no bolso da minha calça, e minha mãe a lavou, e o texto foi perdido!.. Huuummm!!! – E você meu caro amigo? - Você decorou o texto que eu havia lhe entregue na semana passada, para ser declamado aqui? - Não professor!... esqueci-o na carteira e acabei perdendo!... Assim... a mesma resposta deram os cinco rapazes; - Até que em fim chegou minha vez!... O professor olhou para mim com um olhar incrédulo, desconcertado, e para disfarçar, me disse:.. - Deixei você para ser o último!,.. quero ver se não me decepciona! - Você decorou o texto? - Sim professor! - Então comece! - “Na madrugada de sábado para domingo último, ocorreu uma colisão na rodovia Anhanguera, no km 165, envolvendo um ônibus que vinha de Brasília e um caminhão tanque, (com placas de São Paulo). A polícia rodoviária esteve no local, para atender à ocorrência, houve 08 mortos e 19 feridos, sendo que 06 em estado grave, e 13 com ferimentos leves e médios”. Ninguém dos que foram convocados para recitar o texto foi capaz de fazê-lo. Ele me solicitou para que eu o fizesse, quando para sua surpresa eu o fiz sem gaguejar. Então... o professor surpreso e meio sem graça, coçou a cabeça, passou a mão no queixo e exclamou:.. - Fiquei sem jeito agora!... Este texto está registrado no Escritório de Direitos Autorais sob o nº 576-645, Livro 1-101, Fl 218 – em 03/10/2012 RJ. – Arnaldo Leodegário Pereira.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Viva 2018



Viva 2018
Segundo os cientistas astrológicos chineses
Vem aí o Ano do Cão!
Calma, esse cão não é “aquele cão”que você pensou...
 O cão é regido pelo elemento Terra, e segundo “eles”,
os chim, sim é um cão do Bem refletido pelo lunar.
E o que isso significa? Bem, acabamos de sair do ano do Galo pertencente ao elemento “fogo ,“caracterizado pela impulsividade, criatividade e muita agitação, tais quais labaredas que desenham mil formatos colorindo, ardendo e pintando o ar de uma alquimia unificada. Dentro desse triângulo febril, combustível, comburente e calor obviamente quente, muito quente...
Sopra um ano novo forjado num “cão diferente”.
Ano passado foi bem complicado, tivemos tumultuada política e tumultuados sentimentos, fervilhados e passageiros que nos tomaram posse.
 Durante todo o ano foi um burburinho danado, gritado, calado, sólido ou derramado por pura expressão.
Também houve o excesso de exibicionismos, como não poderia deixar de ser, pois a ostentação esteve e está presente no porte elegante do “galo de fogo ”chinês
do Sol vermelho e camponês de qualquer lugarejo.
Mas, voltando a nova era, agora já era e acontece o ensejo a mudança pertinente, de repente o jogo virou... “Viva 2018” em crônica versejo...
O ano do cão das ciências na astrologia da China e suas crenças...
Seu horoscopar do Zodíaco, dos signos da superstição...
 No filosofar fidedigno só em fevereiro brota da terra esse “cão”.
Na previsão oriental que faz da lua percepção.
Viva 2018 com poesia recorrente na sanguínea, minha e tua, com determinação para gerir nossos sonhos a fim de concretizá-los, com a leveza do espírito e o brilho do halo dourado.
Ainda segundo o horóscopo chim, baseado no calendário Solar e Lunar, será a hora e a vez dos amores ocultos, sim se encontrar por em si revelar, nos trechos clichês, no bem estar bem demais, sem mais nem porquês, haverá exagero em demonstrar com paixão sentimentos, estaremos ardentes e mais romanceados.
Teremos um ano com mais solidariedade, tomara isso não seja utopia e nos vista essa previsão de provisão em verdade andarilha.
Será um momento ímpar para quem deseja sair de sua ilha, mudar de emprego, de residência ou estilo de vida, devido aos extintos de migrabilidade, estaremos tomando atitudes á nós mais favoráveis no campo condizente ao individual pela própria vontade, no cerne do ser nas atitudes do acontecer, preenchendo-nos florescidos.
Será também um ano bom para tomarmos decisões importantes, mudar de casa, de emprego, de vida...
Ainda segundo o astrológico mundo chinês, nesse ano sob a regência do “cão”, estaremos propensos e titânicos em meio ao Titanic, devemos reagir e não deixar o barco afundar no desânimo e naufragarmos. Nós seremos gigantescos, com desenvoltura deveremos abrir as comportas do amor, para estabelecer a paz que tende estar meio perturbada nos relacionamentos amorosos e no campo profissional e isso para os que creem já nos preocupa um pouco mais, não é verdade?...Então vos digo...
Jamais!...Jamais deixe se levar pela cólera perdendo o equilíbrio, não é fácil eu sei, mas podemos tentar certo?
Afinal, lembre-se sempre esse é o ano do “cão de Terra”. Foque então na comunicação verbal com muita educação, ponderação, bom senso etc e tal...
No quesito sucesso é indispensável que haja sempre com gentileza e finura nos gestos, que faça da palavra clave de Sol sonante...
Com lisura no modo de agir e ternura concomitante. Tudo tem a ver com ética e o caráter moral que estarão em alta em 2018, caso não seja assim o bicho vai pegar, ou melhor, o “cão”que poderá estar raivoso e louco...
Segundo consta as pessoas estarão sem vontade de viver uma vida social ativa, acho que reflexo desse ano, pois noto isso em muitos que já estão se retirando inclusive das redes sociais...
Mas ainda há uma previsão muito boa, que além da ética já mencionada, também estará na “moda” fidelidade e a lealdade...
Ora veja que coisa boa!
Caso queira pensar mais um pouco sobre o “ano do Galo” ído e o ano do “cão” surgido de repente, sugiro, dar uma olhadinha sobre os elementos em questão, “fogo e terra” com seus respectivos elementais, a Salamandra de fogo por ora abandona o jogo, dando lugar aos Gnomos da Terra ou Cão de Terra se preferir...
Seja como for não se esqueça, viva e deixe viver...
Nesse novo ano a força vem da terra.
Plante uma flor com amor.

Viva 2018!
Paz e Luz!


SôniaMGonÇalves

domingo, 10 de dezembro de 2017

CRÍTICA LITERÁRIA POETISA E ESCRITORA Sonia Gonçalves COMENTA O AFORISMO 454 /**QUANDO O MORTO FALA POR SI**


Muito lindo seu texto Manoel Ferreira Neto, abriu o coração expôs o seu modo literal de pensar. Acho que, sei lá, tá tudo meio esquisito mesmo, meu amigo poeta, penso cá na minha ingenuidade poética que quem gosta de te ler vai sempre gostar e não enjoa; eu leio e releio textos que gosto muitas vezes. A linguagem já está mais do que batida esse tema. Aliás falando em tema, pode parar viu? Por que falando tanto em morte, lápide, epígrafe e tal? Ainda tem muito o que viver Manu...Vamos alegrar Beijos querido...Bjos pra Graça... <3
Sonia Gonçalves
Bom dia, Soninha Son. João Ubaldo Ribeiro dissera o escritor que não é polêmico é imbecil. Para mim, o escritor quem não rasga o verbo de seu pensamento, o que ele pensa com todas as letras, como espera contribuir com o despertar da vida, mostrar as pessoas que elas podem ser elas mesmas, podem realizar os seus desejos? Muchas gracias, querida amiga nossa, por seu carinho e reconhecimento. Deixe comigo: vou parar de falar na morte, quero viver muito ainda para superar o escritor que mais escreveu no mundo, Santo Agostinho. Hei-de ser o segundo que mais escreveu na vida, assim tenho de viver muito ainda. Beijos nossos!

Manoel Ferreira Neto

#AFORISMO 454/QUANDO O MORTO FALA POR SI#
GRAÇA FONTIS: TÍTULO/ESCULTURA
Manoel Ferreira Neto: AFORISMO
EPÍGRAFE:
"Raras são as pessoas portadores de um pensamento consciente, vivo."(Manoel Ferreira Neto)
Dizendo que raras são as pessoas portadoras de um pensamento consciente, vivo, pensa-se, com efeito, o desejo é de achincalhar os valores de nossa contemporaneidade, de nosso quotidiano, mas nunca que se tem outros objetivos bem mais sérios que apenas uma afirmação neste nível, embora seja bem explícito que assim o penso, seja uma incólume verdade.
Raras são as pessoas portadoras de um pensamento consciente, vivo.
Não tê-lo não é solo, leitmotif para sentr-se inferior, negligenciado, subestimado, achincalhado, vexar-se, sentir vergonha: o aconselhável e a atitude ipsis verbis suprema e divina é silenciar-se, nada dizer do que pensa e sente. Alguns diante do que pensam e sentem, viram as costas, res-ponder seria o mesmo que assumirem o mesmo nível; quanto a mim, em certas circunstâncias, não descendo em nível delas, mas dizendo-lhes de modo que jamais terão a contra-resposta: levar-me-á ou levará o sapo seco para a sepultura. Ai, isto me dá um prazer que a eternidade jamais sentirá o nível deste prazer que sinto.
Poder-se-á replicar que em tudo isto não existe idéia, nenhuma novidade. Tenho muito poucas mesmo, idéia e novidade, e creio que isto é o pecado original mais puro, o pecado, que alguns supõem terem se anunciado no pretérito das pulgas, antes do rio assim se chamar, na sua fonte mesma. Disse-o antes que não tenho uma novidade, a minha é feita de caminhar. Replico, pela última vez, não me lembra de haver tido a primeira; não irei repetir, é algo de que sinto sérias ojerizas.
Contudo, que há nisto uma grande massa de idéias, e nova, isto é, existem nestas palavras escritas no túmulo inúmeras idéias novas, muitos desejos e vontade de mais vida ainda, há sim, pois que sou eu quem o faz, não houve outro senão eu próprio. Mas, como já era esperado, exprimo-as com grosseria. Não há motivos de agressividade, mas me exprimo deste modo e estilo, e ainda me rejubilo de prazer e contentamento. Disseram-me que escrever só coisas lindas e doces acaba por enjoar os ouvintes, leitores, o que concordei. Havia coerência. Não sou um pequeno sujo que come chocolates de modo compulsivo. Aí, então, sendo autêntico, assumi a agressão. Comigo não há outro caminho senão os extremos, os paradoxos. Encontrei agora o meio-termo que tanto as pessoas e íntimos reclamavam de mim.
A exposição é mesquinha, frouxa, superficial e de nível ainda inferior à minha idade. Faz vinte anos cometi o disparate de aumentá-la dois anos. Os amigos descobriram a mentira, censurando-me por atitude tão medíocre. Por que aumentar a idade?! Sem sentido. Talvez não tivesse. Acredito. Pensava comigo que, aumentando a idade, iria mostrar maior experiência e sabedoria. E, agora, esta exposição dos primeiros dias de falecido é de nível inferior à minha idade. Adquiri muitas experiências com as situações e circunstâncias da vida.
É por um destes impulsos a que se procura em vão resistir, que se entrega fácil a hesitações tantas, que me ponho a escrever estas poucas linhas, quem quiser que compreenda e entenda mesmo que à moda das orelhas pontiagudas, tenho pouco tempo, antes que o primeiro verme venha roer as frias carnes do meu cadáver. É tudo, em mim e à volta de mim, tão estranho e obscuro!... No entanto, mesmo que vivesse ainda por uns quarenta anos, juro que não assumiria de novo tal encargo em relação a qualquer outro período da existência. Deixo a liberdade de um posicionamento próprio, mas é necessário estar ignobilmente enamorado de si mesmo para que seja possível a alguém escrever a autobiografia pós mortem, em poucas palavras, sem me envergonhar.
Se é que me envergonharia de algo escrito, com certeza tenho uma idéia de quando: com uma linguagem bem vulgar e chinfrim, já que posso espremer os miolos, criando coisas de alto nível, com uma linguagem de causar inveja a muitos. Sentir-me-ia escrevendo um diário muito peculiar a adolescentes, a adolescentes que descobriram a primeira paixão.
Vale a verdade que não tenho em mira o aplauso dos vivos, dos que estão ainda sensibilizados com a minha morte. A questão é tão antiga que nenhum ouvido é capaz de captar com clareza e senso de julgamento. Ouviu-se ser falado em todas as rodas isto e aquilo, em todos os lugares, aí são os tratamentos mais delicados possíveis. Almejam com certeza algum comentário dos futuros biógrafos, especialistas. O biógrafo e o especialista esquecem-se de dizer com todas as letras e estilos possíveis que seu empreendimento não teve outro sentido senão figurar no pretérito das pulgas. Mas com certeza estes homens não vão figurar junto comigo. Não cito os nomes, mas denuncio as falcatruas e interesses mesquinhos.
"Considero uma vilania expor no mercado literário os sentimentos íntimos de um morto...”
(**RIO DE JANEIRO**, 09 DE DEZEMBRO DE 2017)





sábado, 2 de dezembro de 2017





RUN Eni RUUUUNNNNNNNN

Sexta feira, 4 da tarde, fim de expediente, e ela olha pro visor do telefone na sua mesa. Exatamente 100 ligações atendidas, em 8 horas ela falou com 100 pessoas , fora as internas, isso já passava de insano.Sua mente entrando em shut down , seu corpo perfeito modelo pro Walking Dead.

Quando saiu tinha um vento frio,respirou fundo, aquela sensação gelada por dentro funcionou mais que qualquer energético, conseguiu rir das folhas no chão fazendo círculos, parecia que tinham libertado os 101 Dálmatas e eles brincavam. Se deu conta que não precisava mais correr pra casa, aquele desespero de estar sempre correndo tinha consumido a si mesmo.

Tem lugares no mundo que Dezembro fica especial, se sente em cada calçada, praça,vitrine, bar,pessoas, e ela estava exatamente num desses lugares. Pra que ter pressa??Caminhou em sentido oposto ao de casa, entrava nas lojas pra ouvir a trilha sonora, realmente gostava dos "classicos",tentava imaginar como seria o designer que projetava aquela decoração, no que pensava alem de marketing, teria algum sonho dele ali? Alguma saudade? Esperança?

Não contem pra ninguém, mas qualquer lugar comercial que ela entre e esteja vazio, começa a ficar cheio minutos depois, como se ela tivesse um ima pra atrair clientes(isso já foi testado centenas de vezes),ai ela saia, gente falando alto,tumulto hoje seria demais.

Parou em frente a um bar,estilo rustico,com uma enorme janela pra rua, uma parede de tijolinho vermelho e entre eles desenhando um labirinto o pisca pisca de natal, sem piscar,( se piscasse o tempo todo ela corria o risco de ter um ataque epilético) apenas iluminado os caminhos, sera que tinha saída naquele labirinto?

Quando entrou estava vazio, ainda era cedo. Sentou na mesa ao lado da janela,uma moça sorridente se aproximou, se apresentou( eles sempre fazem isso por estas bandas, dizem o nome sorrindo e o que fazem,fica menos impessoal),deixou o menu e saiu. Ela desligou o celular, se o mundo fosse acabar ela estaria completamente inocente nisso rsrs.

Não cafe, seria o milésimo,não vinho, talvez não conseguisse parar, pediu um Moscou mule, tinha provado uma vez, e era delicioso, a maneira como era servido numa caneca de cobre tinha tudo a ver com o lugar e o momento.

Ha o silencio, o drink, a musica, blues ,a janela que deixava ver o vento....paraíso existia..... por exatos ou quase 10 minutos.

Tem coisas que so acontecem em certos lugares e ela estava num desses lugares onde absolutamente tudo pode acontecer da maneira mais natural possível....e acontece.

Distraída olhando a rua e o vento e o que ele fazia com as pessoas "desesperadas" que cruzavam com ele levou um tempo pra perceber alguém parado em frente a ela.

Com a ponta dos dedos esse alguém deslizou uma moeda pela mesa, e sem cerimonia perguntou com um sorriso: Um filme, uma cena e porque o primeiro que voce pensar......por favor!

Esse "por favor" foi o necessário pra desfazer o olhar assassino que apareceu no rosto dela.

Quanto tempo leva o celebro pra formar um pensamento, uma imagem, muitas imagens ao mesmo tempo e o sentimento que elas criam/criaram???

Forrest Gump. O momento que ele recebe um tênis da Jenny pelo correio.

Coloca nos pes e sai correndo...ate o final da rua...avenida....cidade....estado....um depois do outro......sem se importar com o mundo em volta, com o que deduziram, imaginaram o porque dele correr e então ele para, e volta...... caminhando, sem pressa.....em paz com ele.

Porque me fez acreditar que é possível encontrar sua própria paz.

Em nenhum momento olhou nos olhos do outro lado, so respondia olhando o labirinto desenhado na parede do lado oposto..... sera que tinha saída???

Quanto tempo levou isso???

Desviou o olhar pra um grupo de mulheres que estava entrando, umas 8 , rindo, falando alto, tipico de um bando de mulheres juntas numa sexta feira rsrs, happy hour começava , ima ativado.

Ouviu um toc-toc-toc na janela, do lado de fora um sorriso a recebeu, e com sinais apontava pra mesa.

Debaixo da moeda um cartão , momento exato que ela definitivamente levanta uma das sobrancelhas.....deduzir o que ela esta pensando nesse momento e deveras arriscado.

Do lado de fora outro sorriso, nossa, fazia seculos que não via um sorriso assim....natural, verdadeiro......simples.

Um bye bye que foi respondido com um movimento de cabeça e o vazio enchendo rapidamente...... do bar, a principio .

Hora de fechar a conta...seja ela qual for.

Pegou o cartão sem olhar e colocou no bolso do casado, ficou olhando a moeda, não era dali....era de outro lugar e antiga. Como adivinhou que ela tinha um caixinha com moedas de vários países.

Ao sair entrou no mundo de novo, o vento agora fazia das folhas pirilampos coloridos no ar, já estava escurecendo e um mais profundo respirar gelado estranhamente aquecia o sangue nas veias.

Existe lugares que tudo pode acontecer...e ela estava num deles e so então percebeu que tinha recebido seu "par de tênis" e já não mais corria, voltava caminhando.

Run Eni Ruuuunnnnnnnn
02 Dez 18

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Maria Moderna * By Rogério de Moura


Maria Moderna



Maria moderna é uma ex-mulher.
Quebra a perna, mas não sai do salto.
Politicamente correta, discreta, a melhor.
Às vezes fuma, às vezes bebe, às vezes toma fluoxetina...
Percorre grandes distâncias em pequenos atos.
La vai a Maria ansiosa fazendo fumaça.
No caminho faz seus ritos.
Vai Maria, vai depressa!
És Maria dos Aflitos?

Maria moderna é uma ex-amiga.
Trabalha muito, é auto-suficiente,
Solicitada sempre às pressas não se junta e nem se espalha.
Saiu da roça, saiu do tanque, saiu de casa e,
Está no grupo dos iguais, não se atrapalha.
Num meio tão seleto só tem dez iguais.
Cuidado Maria, olhe a vaidade, vais perder a identidade...
Não és mais a Julieta, és Maria Antonieta?

Maria moderna é uma ex-filha.
O pai partiu, a mãe morreu, os irmãos sumiram, o marido escafedeu-se,
Os filhos vão e vêm, amigos, às vezes, têm...
A Maria articulada não está com a família,
A Maria sem estada, a Maria fugidia.
É Maria Imaculada?

Maria moderna tanto-fez-tanto-faz,
Sempre lá, às vezes cá, no canto, a sós.
A Maria tem seus nós,
E não pode sentir dor,
É Maria sem amor...
Seu destino é o vibrador?
Mas a Maria merece amar,
Homem, senhor, rapaz,
Ou mesmo a Maria José,
E tome mais este dilema:
De Sapho a Maria Madalena.

Maria moderna a independente,
Fez in vitro até gente,
Arranjou outra parente,
A Maria da faxina,
Que na falta não faz falta,
E lá vai a Maria empresariamente moderna, e Maria:
Lava roupa, faz comida, troca o carro, paga conta,
Saca dinheiro, lava quintal, lava cachorro, arruma cozinha,
Troca roupas, troca fraldas,
Troca de trabalho, troca fraldas,
Troca as crianças na escola, troca fraldas,
Esquece o filho no carro, troca fraldas,
Troca lâmpadas, troca fraldas...
“Mããiiiêê! O bebê tá acendendo!”
Ufa! Que estressante!

Como cabe tanta Maria numa só...
E ainda tem mais Marias: a da Concepción, a das Graças, a Auxiliadora, a de Lourdes, a Encarnación, a do Céu, a das Dores, a de Jesus, a do Socorro, a da Misericórdia, a do português da padaria...
A Pietá!
E a Maria Moderna... onde está?

Rogério de Moura