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domingo, 2 de julho de 2017

Escrever... Continuamente By Liége Vaz



Escrever é uma arte que reproduz nos amantes da boa escrita o gosto frenético de varar dias e madrugadas externando seus pensamentos, que podem se originar de abençoadas leituras ou recriações do próprio marco existencial.

Decerto, são sentimentos que emergem da alma como se fossem gotas suaves de orvalho, originárias das frias manhãs, permitindo sentir na mente o gotejar nas pétalas das flores, quando a natureza se faz presente em cada escritor, perpetuando-se nas suas diletas inspirações.

Os frutos da escrita entremeiam-se nas vivências contextualizadas por observações do mundo circundante, de maneira que se construa uma lógica textual conectada por um olhar holístico, no qual nossas incursões se multiplicam, quando promovemos o seu compartilhamento.

Nesse momento, cabe ao leitor internalizar cada palavra, dialogando com o texto de forma pessoal, podendo emitir conceituações que estejam dentro das suas próprias experiências.

Escrever para muitas pessoas torna-se um hábito, e nessa completude não sou diferente. Optei por duas profissões que exigem muito de um sistemático apego pela leitura e escrita, para sucesso do meu trabalho – advocacia e professora. Dessa forma, não acredito numa existência sem o aprendizado e, muito menos, sem a apreensão do exercício da palavra – falada e escrita - como melhor meio para galgar espaços importantes na sociedade contemporânea.

O corpo carnal tem breve ancoradouro de vida, mas durante toda a sua jornada existencial necessita do conhecimento, para que o indivíduo possa fazer uma leitura de mundo coerente e assertiva. Somos escritores! Vamos à luta para, com o que escrevemos, levar ao público aquilo que trazemos de melhor dentro de cada um de nós – nossas construções literárias, científicas, poéticas, jornalísticas, profissionais e pessoais.

Uma boa escrita traz no seu bojo uma valiosa organização das ideias e argumentos do autor, podendo ser uma fiel transcrição de sentimentos e pensamentos que margeiam uma determinada realidade. Também, torna-se um estímulo a criatividade, sendo essa uma das principais premissas de quem escreve e que tem no leitor seu alvo, para que esse seja capaz de viajar na história, imerso no que está transcrito, transformando em magia uma leitura prazerosa.

Assim, quem gosta de escrever estar sempre exercitando competências e habilidades importantes para o desenvolvimento de determinado texto, além de ser capaz de ler e reler várias vezes a sua proposta narrativa, para atingir com perfeição os seus objetivos.



- Liége Vaz – 03/julho/2017 –Olinda/PE-BR

Direitos reservados Liége Vaz

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Fofoca do Paraíso...(Humor) By ArNaldo Leodegário Pereira




Fofoca do Paraíso... (humor)

Um dia Adão procurou um velho sábio chinês para se informar sobre a mulher, o sábio lhe disse para ter paciência, pois iria descobrir por si próprio, porém adiantou: -- A mulher é uma serpente!... Adão foi-se embora pensativo, precisava encontrar logo a resposta para aquela inquietante pergunta. Pesquisou, pesquisou... Encontrou um serpentário e lá deu vazão à sua busca, descobriu várias coisas, porém não se satisfez... Resolveu pegar uma, levar para sua casa e adotá-la... Fez outras descobertas, descobriu por exemplo que se apaixonou pela réptil... Quer dizer... A essa altura descobriu que a tal era fêmea e tinha a formosura de uma bela mulher... Como toda fêmea necessita de um macho... Adão se descobriu um Ser-pento... Adão conheceu a “história” do Paraíso, a Serpente, a Maçã, Eva e o Castigo... Quando se deu conta teve com ela vária(os) serpen-tezinha(os), que logo logo sairão por aí destilando seus venenos. Adão foi expulso do paraíso... No final da sua busca chegou à conclusão!... A “serpente é um Mulher”!... A Macieira,... Deus?... Digo, Adão arrancou pela raiz! A Serpente, fugiu para o mato... A Mulher!... Descobriu que o adão era pobre... E se inscreveu no BBB...


Este texto está registrado no Escritório de Direitos Autorais sob o nº 576-645 Livro 1-101 Folha 218 Em 03/10/2012 RJ. Arnaldo Leodegário Pereira

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A Quantas Anda Cada Expressão



A Quantas Anda Cada Expressão

MISERICÓRDIA...Anda em falta ultimamente...
Todo mundo se apieda e sente, mas se nega a tomar uma atitude conjunta com ação eminente, esquecemos que a União é o que nos fortalece.
PERDÃO...Somente bandidos e ladrões estão tocando o coração do "grande juri"e dos excelentíssimos magistrados obtendo Perdão e ouso dizer, há uma inversão de valores absurda de que o correto e por ser certo nos causa espanto, o errado estamos acostumando tanto que nem pranto causa mais tanto...
JUSTIÇA...Nunca foi tão notória a diferença com que se põe na balança a desigualdade Social, levando em conta a "razão social"de cada nome e logradouro.Tudo é como sempre foi questão de "zona"donde está a escola onde se estuda e não me refiro somente à cultura ou ao nível dessa para que seja notado por quem quiser, pois é só ver e ver a razão sem razão nenhuma.Afeta principalmente e sempre os servidores das mais diversas profissões ditas "baixo" escalão da classe faminta das formigueiras operárias sem letras para classificação de sua classe, desclassificada, desrespeitada por tantos, que não têm a dignidade de admitir que NOS PRECISAMOS muitas vezes com mais cultura que muitos senadores e deputados.Não pense você que estou sendo demagoga e fazendo apologia a uma classe ou outra, para começar desprezo esse lance de classes, isso só serve para manter a discriminação e alavancar, sustentar os tantos preconceitos que existem desde sempre. Mas como sou da "plebe" sustento.Os banidos e execrados pela justiça dos homens são punidos com severidade por crimes de "bagatelas"ou seja, não paga nem o papel que o processo é impresso, por outro lado temos o excesso de direitos para os cometedores de crimes hediondos, corrupção e outros...
A justiça vem tratando com indiferença o bandido sem colarinho e com diferença imperial e parcial o bandido de colarinho "branco" com moral encardida, cujos encardidos esses estão eles mesmos fazendo suas leis e manipulando seus julgamentos inclusive.
É fato a diferença de poderes aquisitivos julgando os delitos cometidos por um e por outro,  peso pesado, medido e condenado para alguns e para o político, ricos e influente a pena leve pena com privilégios e indultos inerentes alguns a própria constituição que já está capenga, fatídica e falida.
A justiça dos Homens virou piada mundial de mal gosto por toda parte.É a arte da filosofia desprezível bem mais podre do que aquela que julgou e condenou Sócrates a morte...
AMOR...Tanto se fala, tanto se diz, mas não se pratica, na prática fica apenas na teoria e em algumas alegorias de poesias no papel timbrado e assinalado por tantos.Portanto o verbo amar apregoado pelas redes preso nas paredes do nada, sobre os telhados totalmente alheios ao teor do que seria ou como de fato é no sentido explícito da palavra com o verdadeiro significado.
BEM...Bem, bem, bem!
Não se pratica olhando quem, imagine então sem olhar a quem
Acredito sempre no BEM sobre o mal, mas o BEM anda meio oculto nesses tempos de luta pela sobrevivência, um individualismos narcisos exacerbados, no bem palavreado só se enxerga o próprio umbigo, mas não enxerga o próprio rabo, se olha só para o "rabo" do outro se é que me faço entender...
VERDADE...Pobre verdade que em verdade vos digo:
Por onde andará não a palavra do Homem, mas o Homem de palavra?
A pura e crua verdade está num abrigo de mendigos, margeado de mentiras que nos contam a verdade todos os dias que está defronte do nariz de cada um, nas ruas noticiários, jornais e afins...
Ai ai de mim, ai de você e ai de Nós!
Todos estamos ardendo nessa arena incendiada.

Son Dos Poemas@SôniaMGonçalves





quinta-feira, 15 de junho de 2017

CONTOS E CRÔNICAS DA TARDE FIM DE OUTONO*By Regina Madeira



CONTOS E CRÔNICAS DA TARDE

FIM DE OUTONO

A tarde segue chuvosa, enquanto os passantes buscam abrigo nas marquises e pontos de ônibus. O movimento é crescente. É a famosa hora do rush quando as pessoas saem das escolas, empresas, casas, igrejas, deixando o recinto ou entrando nele.
As folhas caem das árvores formando um úmido e escorregadio tapete, mas nada disso tira a beleza da calçadas por onde todos passam. O tapete é colorido com folhas de todos os matizes, dando uma pálida alegria naquele final de tarde e início de noite longínquo.

Antonieta Vasques desce do ônibus e caminha rápido em direção ao corredor que leva aos casarões que foram transformados em apartamentos. Todos os dias a rotina é a mesma.
Antes mesmo de abrir a sombrinha que tira da bolsa, percebe Henrique Mackenzie, seu misterioso vizinho, ao seu lado com um enorme guarda-chuva que pode abrigar os dois.
Sem muitas palavras oferece abrigo para a bela mulher que sorrindo, guarda a sombrinha e aceita o braço que a resguarda sob o guarda-chuva.
Chegando ao casarão onde moram, despedem-se na portaria e cada um vai para o seu apartamento.

Reservada e tímida, Antonieta tem vontade de convidar o vizinho para um café, mas a vergonha a impede. Afinal foram três vezes que ele lhe oferece carona e nada mais.
Mas observa que ele está sempre pronto a oferecer uma carona e até mesmo carregar suas compras quando passa o mercado ou na confeitaria.
Enquanto seguem juntos sente o perfume amadeirado que a abraça juntamente com o forte braço que a protege dos encontros com os transeuntes. Será que algum dia terá coragem de convidá-lo para entrar?

O que a mulher desconhece é que ele vem fazendo isso há um bom tempo por interessar-se por ela, mas também a timidez e o sofrimento do passado impedem sua investida. Mas não impediu, no seu calado, de observar sua rotina para encontrá-la no exato momento em que ela chega do trabalho e vai a confeitaria da esquina justamente a tempo de trazê-la sob o seu guarda-chuva. Naqueles breves instantes sente o perfume marcante, uma mistura de pêra e flores, que sai do seu corpo e dos longos cabelos. A conversa que trocam é simplesmente sobre o tempo e o frio que se avizinha e as notícias do jornal. Nada íntimo nem sedutor, mas que tem uma enorme importância para ele.
Já observou também que ela sempre chega só e nunca a viu sair com ninguém. Espera que um dia tenha coragem de convidá-la para entrar.

A decisão foi tomada de comum acordo, mesmo estando cada um com seus pensamentos. Decidiram que não passa de hoje o convite. Antonieta, ao saltar do ônibus foi diretamente para a confeitaria onde comprou frios, salgadinhos, doces e uma garrafa de vinho. Enquanto isso, Henrique prepara tudo em sua casa para convidá-la para entrar. Salgadinhos, frios, vinho, doces e um café que acabara de fazer antes de ir buscá-la como se tivesse saída para comprar algo. 
Quando prepara para sair da confeitaria esbarra em Antonieta com suas compras e querendo abrir a sombrinha para ir para casa.

_Oi, boa tarde, diz ele sorrindo. Que coincidência encontrarmo-nos aqui. Vamos juntos sob o meu guarda-chuva. –convida o homem com sorriso radiante.
_Oi, que bom encontrá-lo. – devolve a mulher também com sorriso luminoso.
Caminharam em silêncio e quando chegam na portaria de casa dizem ao mesmo tempo: _Não gostaria de entrar?
Diante da coincidência caem numa alegre gargalhada.
_Vamos para o meu apartamento porque o meu lanche já está pronto. – diz ele rapidamente.
_Perfeito, porque o meu está aqui nas bolsas para ser arrumado. – diz ela feliz.
Ele abre a porta e pela primeira vez Antonieta vê o interior do apartamento de frente ao seu e passa a conhecer um pouco do vizinho misterioso. Com design parecido com o seu e mesmo tamanho, ela sabe por onde ir para chegar à cozinha. Chegando lá coloca suas coisas sobre o grande e luxuoso balcão.
_Gostaria de ir ao lavabo. – diz ela sorrindo.
_Fique à vontade enquanto termino de arrumar as coisas. –diz Henrique com galanteria.
Ao sair, Antonieta mais tranqüila vai direto a cozinha sentindo o cheiro do café que está sendo passado. 
Ele a acolhe gentilmente e puxa a cadeira para ela sentar.
_Vamos de qual bebida? – pergunta ele.
_Hummm esse vinho me parece ideal para essa tarde fria e chuvosa. – diz Antonieta.
E enquanto comem conversam sobre tudo que nunca falaram e ao final já eram íntimos como nunca foram com ninguém. Hoje habitam um apartamento maior e mais próximo da empresa em que Antonieta trabalha, já que Henrique como escritor trabalha em qualquer lugar. O amor fluiu no FIM DO OUTONO.

Todos os direitos reservados ao autor
Regina Madeira – 15/06/2017 
12:13 h
"imagem do Google"

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O PECADO DO OUTRO By* LiaBritto



O PECADO DO OUTRO (LiaBritto)

O pecado do outro é sempre maior! Meu colorido é forte, meu brilho ofusca os erros meus! Sou capaz de com muita inteligência um culpado descobrir... Sou bom nisso.
Olho o outro... Espio, guio meus pensamentos para os defeitos, erros e tentativas dos outros, que para mim são infundados... Infectados de valores bem diferentes dos meus!
O pecado do outro é nítido e explicito. Bem claro aos olhos e opiniões daqueles que seguem a se comparar, colocando-se sempre em primeiro lugar! Sou herói, sou campeão, melhor não há!
Como vamos ficando pequeninos diante do Pai, cada vez que afundo o outro que é tão diferente de mim!
Pensarão alguns...** PARA EU NAO SOU ASSIM** Achando esse pensar uma decepção. Seguem sendo os corretos, afinal o pecado do outro é exposto, palpável, quase concreto! O meu é invisível, pequenino e seleto!
Vamos lá... Atire a primeira pedra!
Garanto que nenhum músculo terá movimento nessa direção se consultar com verdade o seu coração!
Então...Vamos pegar essa energia de percepção dos erros alheios e utilizar como um radar, para nos guiar, em alinhamento com a lei maior que é :

AMAR AO OUTRO COMO AMAMOS A NÓS MESMOS!

Todos os direitos autorais- LiaBritto
https://www.facebook.com/liabrittonunes/?ref=page_internal&fref=nf

terça-feira, 13 de junho de 2017

Ao Poeta

Poeta, eu te suponho santo,
pois, se hoje há verso, já houve pranto.
Do pranto que dá medida à alegria,
pariu-se o verso da tua poesia.

Santo, eu te suponho poeta,
pois sua dor não é mais secreta.
Mesmo os versos de contemplação
foram embriões na dor e na paixão.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Não vá embora!

As gotas,
quando caem assim todas juntas,
causam um certo transe,
meio piegas.
Algo delas atravessa o teto, invadindo e ocupando tudo,
passando até por aquilo que chamam de alma.
Uma corrente de energia me percorre o
corpo,
por dentro e por fora.
Meus pulmões inflam...
o fluxo de ar neles aumenta.
Fecho os olhos e ouço a música.
Ela preenche tudo isso que está vazio.
Mas o ritmo diminui.
Ouço uma... outra...
elas se afastam.
- Não, não pare!
Abro a porta.
Ainda em tempo, corro para o céu aberto.
Levanto o rosto, fecho os olhos e deixo a boca semiaberta.
Ela é fresca, a gota.
Tão pequena!
Esvai-se em sua homeopatia.
Fecho os lábios e conquisto outra sobre eles.
Não vou abrir.
A gota passeia sobre meus lábios, roubando sua temperatura e evapora.
São pequenas as gotas agora...
Ah, tempo! Vá embora.

(Sandra Boveto)