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domingo, 27 de maio de 2018

Observatório* By Regina Madeira




OBSERVATÓRIO

O banco embaixo da árvore era o observatório ideal. A cidade descortinava-se aos seus pés. De onde estava ninguém o via. E assim passava os seus dias. Tudo via, a todos via e de tudo sabia. Mas ninguém o via, nem perguntava o que observava. O silêncio era total. Até os pássaros também pareciam observadores mudos.
Os galhos das árvores proporcionavam sombra e brisa fresca suficiente para que a vida fosse boa.
Seu olhar tristonho tocaria o coração de muitos, mas ele preferia o seu isolamento.
Cansara-se da convivência difícil com determinadas pessoas. E como não podia separá-las do seu mundo, preferiu o afastamento.
Todos os dias, caminhava em direção ao ponto mais do alto e sentava-se naquele banco e lá passava boas horas.
O seu tempo de aposentadoria chegou e ele não pensou que fosse tão doloroso deixar os seus afazeres. Mas agora era preciso adaptar-se ao novo estilo de vida e se organizar antes de começar nova trajetória.
Sua mente inquieta não o permitia ficar sem fazer nada.
Após uns dias de observação, começou a notar as particularidades do ser humano, suas manias e gostos. Esses detalhes passaram a chamar-lhe atenção mais que tudo.
Resolveu, então, pegar um caderno e uma caneta e passou a registrar tudo o que via e interessava.
Os seus dias ganharam novo rumo, pois alternava a observação e anotação com o compilar dos dados no computador, ao mesmo tempo que também registrava o tempo, o clima, as paisagens e tudo mais.
Nasceu, assim, um grande escritor.


Regina Madeira 
"imagem do Google" 
28/01/2013

terça-feira, 15 de maio de 2018

Idade...By Juliah Vihana


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, oceano, céu, atividades ao ar livre e natureza

Li em algum lugar uma frase que me tocou muito: 
"Eu não tenho idade, tenho vida!"
Cada ano vivido, aprendo a lidar melhor com a vida e a vivê-la 
com mais intensidade, mais paixão...e fazer brilhar meu lado luz...
Aprendi a estender a mão quando me pedem ajuda, a calar quando 
devo calar e a me afastar quando as energias simplesmente 
não combinam mais...
Que tolerância é a chave mestra dessa existência...e que ter um 
coração agradecido diferencia os felizes e os infelizes.
Aprendi a ser a minha melhor amiga e a ficar do meu lado sempre.
A dizer e ouvir um "não" com sabedoria...
A evitar comparações pois isso sempre vai me colocar pra baixa estima...
Que não devo esperar muito dos outros...bem pelo contrário, devo esperar 
pouco, bem pouquinho para ter agradáveis surpresas ao invés de decepções!
Aprendi a manter a calma, a me dar colo e a pedir ajuda quando esse colo
não for o suficiente...
Aprendi a ouvir e a confiar na minha intuição, ela é a voz de Deus em mim!
Só envelhecemos de fato, quando nos fechamos para a vida e para o novo. 
Quando ficamos radicais, impacientes e inflexíveis...
Por isso que eu não tenho idade, tenho vida!
Cada ano que passa aprendo a lidar melhor com ela...
E quando mais aprendo mais ela me preenche...


Queridos amigos e amigas, estou um pouco ausente do 
Facebook mas todos vocês estão no meu coração!

BY:JULIA VIANA

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

4 Homens e (½ ) meio... (conto cotidiano) By Arnaldo Leodegário Pereira


Resultado de imagem para teatro


4 Homens e (½) meio... (conto cotidiano)
 Na década de 70, eu morava em São Paulo, capital e aos 19 anos resolvi ser ator, e dar forma a um sonho antigo; entrei para uma escola de teatro. Sonho que eu guardava comigo desde menino na cidade de Rondon, lá no Paraná onde morei há muitos anos. Nessa escola participei de peças teatrais, fiz figuração em cinema e em teatro. Assim continuei minha trajetória de moço sonhador. Não faltaram episódios pitorescos e casos engraçados. Tínhamos aulas teóricas e práticas todos os dias de aula. Em uma dessas aulas, o professor convocou cinco rapazes para irem até o palco para recitarem um texto. Alguns dias antes ele (o professor) havia distribuído pequenos papéis onde estava um texto com parte de uma reportagem, era uma notícia sobre um acidente rodoviário. (Na Via Anhanguera). Levamos os papeizinhos para casa a fim de decorar aquele texto, e depois o apresentar em sala. Comparecemos: - eu e mais 04 rapazes... O professor era do tipo brincalhão, muito extrovertido, humorista... Olhou!... apontou com o dedo,... contou... - 1, 2, 3, 4,... 4 e ½,... -, ele pigarreou,... se contorceu,... passou a mão no queixo, coçou a barba,... ficou um pouco indeciso, e disse... - Sobe mais um! Detalhe! - Naquela época, eu tinha 1,57 cm de altura, era bem franzino, pesava uns 52 kgs, mais ao menos... - (Nesse caso, o referido meio homem seria eu)... veio mais um rapaz, - de maneira que ficamos em 06 rapazes no palco. Assim sendo, ele chamou um rapaz e perguntou: - Você decorou aquele texto que lhe entreguei na semana passada? – Não senhor professor!!! Esqueci!.. - Huuumm!!! Perguntou ao outro: -- Você decorou o texto que lhe dei para decorar?... – Não senhor professor!!! Esqueci!... Dirigiu-se a outro e lhe indagou: e você, lembra do texto que pedi para você decorar? - Sabe professor: é que o texto ficou no bolso da minha calça, e minha mãe a lavou, e o texto foi perdido!.. Huuummm!!! – E você meu caro amigo? - Você decorou o texto que eu havia lhe entregue na semana passada, para ser declamado aqui? - Não professor!... esqueci-o na carteira e acabei perdendo!... Assim... a mesma resposta deram os cinco rapazes; - Até que em fim chegou minha vez!... O professor olhou para mim com um olhar incrédulo, desconcertado, e para disfarçar, me disse:.. - Deixei você para ser o último!,.. quero ver se não me decepciona! - Você decorou o texto? - Sim professor! - Então comece! - “Na madrugada de sábado para domingo último, ocorreu uma colisão na rodovia Anhanguera, no km 165, envolvendo um ônibus que vinha de Brasília e um caminhão tanque, (com placas de São Paulo). A polícia rodoviária esteve no local, para atender à ocorrência, houve 08 mortos e 19 feridos, sendo que 06 em estado grave, e 13 com ferimentos leves e médios”. Ninguém dos que foram convocados para recitar o texto foi capaz de fazê-lo. Ele me solicitou para que eu o fizesse, quando para sua surpresa eu o fiz sem gaguejar. Então... o professor surpreso e meio sem graça, coçou a cabeça, passou a mão no queixo e exclamou:.. - Fiquei sem jeito agora!... Este texto está registrado no Escritório de Direitos Autorais sob o nº 576-645, Livro 1-101, Fl 218 – em 03/10/2012 RJ. – Arnaldo Leodegário Pereira.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Viva 2018



Viva 2018
Segundo os cientistas astrológicos chineses
Vem aí o Ano do Cão!
Calma, esse cão não é “aquele cão”que você pensou...
 O cão é regido pelo elemento Terra, e segundo “eles”,
os chim, sim é um cão do Bem refletido pelo lunar.
E o que isso significa? Bem, acabamos de sair do ano do Galo pertencente ao elemento “fogo ,“caracterizado pela impulsividade, criatividade e muita agitação, tais quais labaredas que desenham mil formatos colorindo, ardendo e pintando o ar de uma alquimia unificada. Dentro desse triângulo febril, combustível, comburente e calor obviamente quente, muito quente...
Sopra um ano novo forjado num “cão diferente”.
Ano passado foi bem complicado, tivemos tumultuada política e tumultuados sentimentos, fervilhados e passageiros que nos tomaram posse.
 Durante todo o ano foi um burburinho danado, gritado, calado, sólido ou derramado por pura expressão.
Também houve o excesso de exibicionismos, como não poderia deixar de ser, pois a ostentação esteve e está presente no porte elegante do “galo de fogo ”chinês
do Sol vermelho e camponês de qualquer lugarejo.
Mas, voltando a nova era, agora já era e acontece o ensejo a mudança pertinente, de repente o jogo virou... “Viva 2018” em crônica versejo...
O ano do cão das ciências na astrologia da China e suas crenças...
Seu horoscopar do Zodíaco, dos signos da superstição...
 No filosofar fidedigno só em fevereiro brota da terra esse “cão”.
Na previsão oriental que faz da lua percepção.
Viva 2018 com poesia recorrente na sanguínea, minha e tua, com determinação para gerir nossos sonhos a fim de concretizá-los, com a leveza do espírito e o brilho do halo dourado.
Ainda segundo o horóscopo chim, baseado no calendário Solar e Lunar, será a hora e a vez dos amores ocultos, sim se encontrar por em si revelar, nos trechos clichês, no bem estar bem demais, sem mais nem porquês, haverá exagero em demonstrar com paixão sentimentos, estaremos ardentes e mais romanceados.
Teremos um ano com mais solidariedade, tomara isso não seja utopia e nos vista essa previsão de provisão em verdade andarilha.
Será um momento ímpar para quem deseja sair de sua ilha, mudar de emprego, de residência ou estilo de vida, devido aos extintos de migrabilidade, estaremos tomando atitudes á nós mais favoráveis no campo condizente ao individual pela própria vontade, no cerne do ser nas atitudes do acontecer, preenchendo-nos florescidos.
Será também um ano bom para tomarmos decisões importantes, mudar de casa, de emprego, de vida...
Ainda segundo o astrológico mundo chinês, nesse ano sob a regência do “cão”, estaremos propensos e titânicos em meio ao Titanic, devemos reagir e não deixar o barco afundar no desânimo e naufragarmos. Nós seremos gigantescos, com desenvoltura deveremos abrir as comportas do amor, para estabelecer a paz que tende estar meio perturbada nos relacionamentos amorosos e no campo profissional e isso para os que creem já nos preocupa um pouco mais, não é verdade?...Então vos digo...
─ Jamais!...Jamais deixe se levar pela cólera perdendo o equilíbrio, não é fácil eu sei, mas podemos tentar certo?
─ Afinal, lembre-se sempre esse é o ano do “cão de Terra”. Foque então na comunicação verbal com muita educação, ponderação, bom senso etc e tal...
No quesito sucesso é indispensável que haja sempre com gentileza e finura nos gestos, que faça da palavra clave de Sol sonante...
Com lisura no modo de agir e ternura concomitante. Tudo tem a ver com ética e o caráter moral que estarão em alta em 2018, caso não seja assim o bicho vai pegar, ou melhor, o “cão”que poderá estar raivoso e louco...
Segundo consta as pessoas estarão sem vontade de viver uma vida social ativa, acho que reflexo desse ano, pois noto isso em muitos que já estão se retirando inclusive das redes sociais...
Mas ainda há uma previsão muito boa, que além da ética já mencionada, também estará na “moda” fidelidade e a lealdade...
─ Ora veja que coisa boa!
Caso queira pensar mais um pouco sobre o “ano do Galo” ído e o ano do “cão” surgido de repente, sugiro, dar uma olhadinha sobre os elementos em questão, “fogo e terra” com seus respectivos elementais, a Salamandra de fogo por ora abandona o jogo, dando lugar aos Gnomos da Terra ou Cão de Terra se preferir...
Seja como for não se esqueça, viva e deixe viver...
Nesse novo ano a força vem da terra.
Plante uma flor com amor.

Viva 2018!
Paz e Luz!


SôniaMGonÇalves

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Maria Moderna * By Rogério de Moura


Maria Moderna



Maria moderna é uma ex-mulher.
Quebra a perna, mas não sai do salto.
Politicamente correta, discreta, a melhor.
Às vezes fuma, às vezes bebe, às vezes toma fluoxetina...
Percorre grandes distâncias em pequenos atos.
La vai a Maria ansiosa fazendo fumaça.
No caminho faz seus ritos.
Vai Maria, vai depressa!
És Maria dos Aflitos?

Maria moderna é uma ex-amiga.
Trabalha muito, é auto-suficiente,
Solicitada sempre às pressas não se junta e nem se espalha.
Saiu da roça, saiu do tanque, saiu de casa e,
Está no grupo dos iguais, não se atrapalha.
Num meio tão seleto só tem dez iguais.
Cuidado Maria, olhe a vaidade, vais perder a identidade...
Não és mais a Julieta, és Maria Antonieta?

Maria moderna é uma ex-filha.
O pai partiu, a mãe morreu, os irmãos sumiram, o marido escafedeu-se,
Os filhos vão e vêm, amigos, às vezes, têm...
A Maria articulada não está com a família,
A Maria sem estada, a Maria fugidia.
É Maria Imaculada?

Maria moderna tanto-fez-tanto-faz,
Sempre lá, às vezes cá, no canto, a sós.
A Maria tem seus nós,
E não pode sentir dor,
É Maria sem amor...
Seu destino é o vibrador?
Mas a Maria merece amar,
Homem, senhor, rapaz,
Ou mesmo a Maria José,
E tome mais este dilema:
De Sapho a Maria Madalena.

Maria moderna a independente,
Fez in vitro até gente,
Arranjou outra parente,
A Maria da faxina,
Que na falta não faz falta,
E lá vai a Maria empresariamente moderna, e Maria:
Lava roupa, faz comida, troca o carro, paga conta,
Saca dinheiro, lava quintal, lava cachorro, arruma cozinha,
Troca roupas, troca fraldas,
Troca de trabalho, troca fraldas,
Troca as crianças na escola, troca fraldas,
Esquece o filho no carro, troca fraldas,
Troca lâmpadas, troca fraldas...
“Mããiiiêê! O bebê tá acendendo!”
Ufa! Que estressante!

Como cabe tanta Maria numa só...
E ainda tem mais Marias: a da Concepción, a das Graças, a Auxiliadora, a de Lourdes, a Encarnación, a do Céu, a das Dores, a de Jesus, a do Socorro, a da Misericórdia, a do português da padaria...
A Pietá!
E a Maria Moderna... onde está?

Rogério de Moura

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

POÉTICO *By Carlos René Oliveira


Imagem: Compartilhada de Amarisso New York

POÉTICO

Wellington D'Alessandro Filho, Escritor de livros de mistério, espionagem e ficção científica alcançou considerável reconhecimento do público e da crítica com quatro livros publicados em edições na Inglaterra e posteriormente no Brasil. Brasileiro, que adotou pseudônimo para todas as edições. Um de seus livros sobre a Inteligência Artificial alcançou grande sucesso.

Ele decidiu ingressar no mundo poético, fez estudos, e para tanto criou, uma página no Facebook com o seu verdadeiro nome sem qualquer adjetivo em acréscimo, e começou a publicar poemas razoáveis e bons. Na Apresentação: Poeta. Tinha também com o seu ingresso nesta Arte um outro objetivo que não apenas o diletantismo ou vaidade.

Ele era cuidadoso nas imagens em suas publicações, muito bem tratadas e adequadas aos textos, usando a sua experiência de Publicitário e Artista Plástico.

Página aberta, publicou diversas vezes para o público em Geral e se esmerou, nos títulos, nas primeiras palavras que iriam circular como notificações. Exemplo: " O Amor na Ilha da Agonia", onde estaria contida toda a força de chamada.

Sementes bem lançadas, surgiram interessadas em conhecer o novo Poeta, normalmente mulheres apreciadoras do romantismo, a se verem nos escritos, a receber uma atenção mesmo que longínqua.

Definidos os princípios de sua publicação, esmerou-se D'Alessandro no tratamento respeitoso e cortês. Ele publicava também músicas de Roberto Carlos, por ser o Artista aquele que mais valorizou a mulher em toda a sua carreira.

Textos pequenos de interesse geral, algumas abordagens leves de comportamento, moda, etiqueta, culinária e muitas imagens de animais, cidades, turismo, artesanato, conhecimentos adquiridos nos seus Ofícios.

Junto a ele foram para a sua página quatro profissionais da sua Agência, que representaram o seu Staff, e outras pessoas do mundo da Internet, sem vinculação direta com a Poesia.

E até se surpreendeu com o bom desenvolvimento e aceitação da página.
Minucioso, examinava cuidadosamente todos os comentários que chegavam, as curtidas e tratava com atenção os comentários, sempre personalizadamente.

Examinava as miniaturas das fotografias, ia às páginas e as vasculhava sob o aspecto da intelectualidade e dos sentimentos de quem comentava.

Quando aquelas Leitoras ou Leitores voltassem aos box de comentários de outras publicações, ele tinha dados para uma maior atenção. As páginas que visitava em pesquisas eram quase sempre abertas, ia aos amigos e tudo anotava.

Um novo Poeta na Praça chegou ao conhecimento de uma inteligente, ótima Poetisa, bela e excelente estrategista - Sonia Gonçalves - à procura de novos nomes a trazer a lume no seu Grupo.

Os dois executaram um bailado e, convidado, Wellington D'Alessandro Filho, acolheu e passou a colaborar no relevante Grupo brasileiro e também no Blog, neste ingressando ainda em temas de mistério e psicologia.

Artista novato, por duas vezes na semana, comentava também as publicações de outros Poetas, abrindo um leque de mais alegria, comunicação e aperfeiçoamento.

A Poetisa Líder participava ativamente destas Rodadas, consideradas Saraus pinga-fogo. Ele estava fazendo amigos.

Ele observou que Luna Kássia, uma linda mulher inteligente de forte presença, o acompanhara ou no Grupo Poético já se encontrava. E o que mais o encantava era a sua inteligência. Igualmente Poetisa.

Aquele tipo de mulher que brilha numa conversação, ingressando num ambiente como uma Modelo do Campo, pela refinada simplicidade. Mulher que em silêncio fala com os olhos, os sorrisos, os gestos delicados. Tudo que um homem ajuizado gostaria de ter ao seu lado.

D' Alessandro um expert em expressões e identificação facial, foi se aprofundando na analise de Luna. Sua localização atual era uma ilha grega e a nacionalidade, Portuguesa.

E neste trabalho foi se encantando, se enamorando por aquela mulher . E, como sempre ocorre no mundo da Poesia, foi dando a ela uma atenção especial, umas palavrinhas bem estudadas respondendo os seus comentários ou comentando as suas Poesias.
E com grande cuidado para não chamar a atenção.

Mas neste metiê todos são macacos velhos, onde o mais bobo sobe pau de sebo de costas.

Um Leitor e também Poeta, Paulo Lira, fino no trato, deu um toque em um comentário: - Poeta D'Alessandro, a Poetisa Luna está atrasada. Ela não é disto. O que terá ocorrido ?

Disfarçou D'Alessandro: - Realmente, Poeta Paulo Lira. E eu gosto tanto dos comentários dela. Também dos seus que são muito pertinentes e bons.

D' Alessandro começou a dedicar atenção a outras e outros. Disfarce ou boas intenções ?

Até que ele publicou um Poema que continha:

"... Gaivota, atravesse o Oceano.
Você é capaz e sabe, por instinto, a direção.
Deixe na janela do seu atual amor
uma cartinha explicando, por alto, o seu novo voo ..."

Desandaram as declarações de Amor de Luna, apaixonadas, fortes no Messenger, respondidas com afeto e entusiasmo; versos e bordados.
Amaram-se. Fizeram planos. D' Alessandro enviou fotografias da casa onde residiriam no Brasil, comodidades para uma eleita entre tantas. E Luna abriu a sua vida em detalhes para o seu apaixonado. E assim foi por um bom tempo.

D' Alessandro havia montado um esquema de apoio com duas publicitárias da Criação um de Atendimento e um Redator Especial da sua Agência que se filiaram ao Grupo e que já atuavam na sua página.
Além da Escritora Margarida de França, em de São Paulo, sua Amiga pessoal, forte presença no bater o martelo final.

Torcidas normais que podem ocorrer no Mundo da Poesia. Sendo indispensável a discrição e até algumas indagações de disfarce ao Poeta-Líder.

No final da tarde, em cafés, bistrôs a equipe de D'Alessandro estabelecia os rumos da Poesia e logo seus colegas cuidaram da contenção dos laços amorosos daquele que estava se perdendo.

Numa visita que fez D' Alessandro à página de Luna, verificou uma publicação com diversas fotografias de Luna e um senhor bem mais velho, aparência perfeita de milionário, ambos com roupas de banho, mergulho, chapéus num iate, em bares, lojas da moda. Abraços e beijos.


A alegria estampada por ambos parecia verdadeira e a localização, de fato, era no Mediterrâneo. Na única fotografia em que Luna estava sozinha, D' Alessandro fez um comentário delicado. Ela retirou dois dias após toda aquela publicação.

A partir deste dia ocorreu o inesperado. Luna desapareceu da sua página e do Grupo. Decorrido um razoável tempo, a Equipe de Apoio de D'Alessandro autorizou a publicação da análise da Letra de uma canção. Um teste fortíssimo:

" Olha
No brilho de uma estrela que já não existe
É lá que meu amor te vê e ainda insiste
Como se calculasse um mapa astral

Juro
Eu não te quero mais como eu queria
Se o coração me ouvisse não andava assim
Pisando em cacos de amor " Cacos de Amor"
Composição de Luisa Possi, que interpreta com sua Mãe Zizi Possi. ( Link e Letra no primeiro comentário)

Um sucesso na Página e no Grupo. Mas nenhum eco de Luna.

Todo Poeta tem um mote musical e D'Alessandro assumiu estes versos.
Sempre nos seus Poemas e Crônicas, que abordavam questões tristes, de solidão , ,eçamcolia, ao final ele apresentava uma Porta, uma Redenção da Dor.
Quase ninguém era responsável pela sua dor.

E com este estilo de reflexão e janela para o Sol obteve duas Distinções Poéticas em apenas nove meses. Tempos da ausência.

Vários meses após a separação, os sentimentos de amor não poderiam subsistir, pelo seu temperamento e dinâmica dos trabalhos da Publicidade, e da Poesia.

Prosseguiu no trabalho poético até de forma melhor, mais solta. A entusiamada participação da Poetisa Sonia Gonçalves prosseguiu, despertando os diversos Poetas a ver o coletivo da Poesia: abraçando, incentivando outros, em congraçamento.

Ela sentia que D'Alessandro, um Condor Andino, voava com uma asa ferida e redobrava-lhe a atenção com alegria, entusiasmo.

A Poesia ajudou em muito o trabalho de criação da Agência de Publicidade nos textos que se tornaram uma boa novidade no mercado.

Este sempre foi o objetivo especial que levou D'Alessandro a ingressar na Arte Poética. A perfeita compreensão da linguagem e dos anseios sentimentais do público.

Wellington D'Alessandro Filho já estava concluindo mais um livro de mistério. Trabalhando a plenos pulmões, contente, quando recebeu na sua página e com publicação no Grupo uma canção, acompanhada de umas poucas palavrinhas inocentes, publicada por Luna.

Outra Vez - interpretação de Gal Costa - Composição de Roberto Carlos, o Artista da estima D'Alessandro.

" Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive,
O mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o maior dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu ...
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez..."

Carlos René Oliveira. Brasília - Distrito Federal - Brasil, 10/11/2017.
Imagem: Compartilhada de Amarisso New York.

Outra Vez. O Link e a Letra também no Segundo comentário:https://www.youtube.com/watch?v=pKtnIqsGvTk

" Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive,
O mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o maior dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu ...
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez....
Você foi
A mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi
O caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez
Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder
Você foi
Toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
só assim sinto você bem perto de mim"

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

VOCÊ É MAIS UM

É interessante ver como as pessoas, no geral, assustam-se quando descobrem que alguém não sabe algo que elas sabem há anos. É como se olhassem para extraterrestres, que nunca estiveram no planeta Terra. O fato é: quanto mais velhos ficamos, maior é nossa obrigação de saber tudo, sobre tudo, perante os demais seres humanos. E não importa se eles não sabem tudo, sobre tudo. Você tem que saber!
Há pessoas com todo o tipo de conhecimento. Há aquelas que entendem tudo sobre fazer um bom churrasco. Algumas conhecem diferentes tipos de peixes e seu preparo culinário; outras sabem muito sobre política e os políticos; muitas, e muitas mesmo, falam sobre futebol, seus técnicos e jogadores; algumas discorrem com profundidade sobre os cortes de carne bovina; outras falam sobre espécies de flores e seus cuidados; e muitas sabem elaborar diferentes pratos. Algumas curiosas sabem muito sobre as famílias tradicionais das cidades onde moram, e suas evoluções patrimoniais; outras sabem tudo sobre a localização geográfica do comércio onde residem; outras tantas sabem as distâncias entre as cidades e as "melhores" rotas para chegar a elas. E vai embora, a coisa não para. Há muito conhecimento para ser sabido, muito mais do que gente para sabê-lo, mas as pessoas parecem não saber que sabem muito pouco (a repetição deste importante verbo foi intencional).

As pessoas que se assustam com a "ignorância" alheia não percebem que elas mesmas são ignorantes em dezenas, centenas, milhares ou milhões de informações do conhecimento humano.

Então, não se assuste com a "ignorância" alheia, pois você é também mais um dos "ignorantes" que revestem esse planeta.