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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

*RAIOS DA CHAMA QUE CLAREIAM A LAREIA*


Como o amor é espírito, 
É éter, 
É Deus vivo. 
Vivo como a ec-sistência da bola de fogo do sol, 
Por sobre a cabeça dos homens. 
Assim como a ventania das tempestades passa pelos campos, 
Montanhas e cidades, 
A varrer a terra e os mares para de-monstrar aos homens 
A presença viva de Deus pelos homens. 
Assim eu canto, 
Assim eu recito, 
Assim eu declamo, 
Por vezes busco expressar isso na poiésis de poemas metafísicos, 
Ontológicos e transcendentes. 
Assim eu sonho. 
Assim eu canto a celebrar o prazer de viver como vivem os deuses.

Quanto mais busco uni-versificar-me, 
Tanto mais me impersonalizo. 

Os raios da chama que clareiam a lareira não são visíveis, 
assim como o invisível é a Realidade do sábio. 

O íntimo do verbo, uma vez vivido, 
Não se apaga, 
Uma vez a rede lançada às águas 
A profundidade das palavras jamais será esquecida, 
Os seus frutos serão inscritos na eternidade
Dos peixes re-colhidos e acolhidos. 

Luz prateada que pode ser amor 
Que se propaga sem se consumir. 
Luz prateada que pode ser a vigilância 
E a sentinela na dor. 
Quem vive, 
Ainda que por única vez, 
A luz prateada, 
se é na força e na liberdade da verdade, 
Conhece as águas que a recebem, 
Ainda que não conheça os caminhos por onde 
Ela seguirá calma e serena. 
Águas que podem ser a graça do batismo 
Fazendo renascer a força da fé libertadora, 
Fazendo nascer a liberdade da fé consumadora da verdade 
E dos princípios éticos da utopia cristã, 
Como me inspira um intelectual e escritor da cristianidade, 
Do cristianismo, da utopia cristã no sertão mineiro. 
Águas que podem ser o silêncio de quem busca verdades 
No íntimo que, de algum modo, 
Pode ser anúncio de libertação do outro. 

Manoel Ferreira

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